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Fundaj leva "Uma Noite no Museu" para alunos do EJAI da escola pública na Iputinga
O Museu do Homem do Nordeste (Muhne) transformou a noite da quarta-feira (2) em um passeio pelo museu para os estudantes das turmas de Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI) da Escola Técnica Estadual (ETE) Professor Lucilo Ávila Pessoa, na Iputinga, Zona Oeste do Recife. A ação "Uma Noite do Museu" foi executada de forma itinerante pela Coordenação de Ações Educativas e Comunitárias do Museu. O Muhne é vinculado à Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).
“Foi a primeira vez que realizamos o projeto Uma Noite no Museu dentro de outro projeto nosso, o Museu Itinerante. A inclusão das turmas do EJAI foi uma decisão coletiva dos educadores e a coordenação pois consideramos que são turmas importantes para o museu por serem alunos que testemunharam ou viveram muitas experiências envolve do a memória, identidade e cultura do Nordeste muitas vezes representados nas exposições e vez ou outra não vistos por lá. É um processo de muita aprendizagem”, destaca a coordenadora de Ações Educativas e Comunit´paris do Muhne, Edna Silva.
Nesta edição, 20 estudantes do turno da noite da unidade de ensino receberam a contação de histórias "Um griô me contou", que apresenta uma narrativa afrocentrada e decolonial adquirida por meio de uma formação promovida na própria Fundaj com o contador de histórias François Moïse Bamba, do Burkina Faso, país da África Ocidental. Outras duas ações do Uma Noite no Museu acontecerão nos dias 9 e 30 deste mês na mesma escola.
Pelo Muhne, participaram da atividade os educadores Alisson Henrique e Cleyton Nóbrega. "Uma vez que os griô são grandes responsáveis pela passagem das lembranças de seu povo para as próximas gerações por meio da oralidade, assim também o fizemos, de forma simbólica, para os estudantes do período noturno do sequencial da ETE Lucilo Ávila Pessoa. A atividade compõe um momento de transmissão de informações e de promoção de autorreflexão – porque a memória tangencia tanto o nosso pensamento crítico (em temas como o racismo, por exemplo), quanto nossa autoestima (saúde mental), em uma construção integral de Educação", comentou o educador Alisson Henrique.
Após o momento de contação, também foram apresentadas obras do Muhne que conversam com tradições afro-brasileiras e originárias do Brasil. Foram apresentados registros imagéticos dos povos indígenas brasileiros, do candomblé, do boi, do maracatu e da religiosidade representada no museu. O projeto “Uma Noite no Museu” acontece há 15 anos no Muhne. Apenas em 2024, impactou 979 pessoas com visitas ao Museu do Homem do Nordeste.