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Fundaj inicia Jornada de Apresentação dos Relatórios Parciais do PIBIC
A Diretoria de Pesquisas Sociais (Dipes) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) deu início, nesta quinta-feira (24), às apresentações dos Relatórios Parciais do Programa Institucional de Iniciação Científica (PIBIC). O encontro é realizado no campus Anísio Teixeira, em Apipucos, e segue com apresentações durante a sexta-feira (25).
Na abertura da atividade, o diretor de Pesquisas Sociais, Wilson Fusco, reforçou que participar das apresentações dos outros pesquisadores é importante para o desenvolvimento da pesquisa. “É um momento para treinar habilidades em conjunto, aprender e prestigiar quem também está fazendo pesquisa”, explicou.
A coordenadora do PIBIC/Fundaj, Beatriz Mesquita, aproveitou a oportunidade para lembrar que todos os anos no mês de julho é lançado edital para a seleção de novos bolsistas. “As pesquisadoras e pesquisadores da Fundaj podem se inscrever, junto com estudantes de graduação por ele selecionados previamente” Atualmente, o programa conta com 12 bolsas e, também, com estudantes voluntários”, explicou.
Durante a manhã, foram apresentados trabalhos sobre diversos temas. Maria Augusta de Morais Araújo, orientanda da pesquisadora Cristine Bonfim, analisou os impactos da Covid-19 na mortalidade infantil em Pernambuco em sua pesquisa. Ana Cecília Alves, orientanda de Joanildo Burity, pesquisa relações étnico-raciais e religiões em relatórios de pesquisa, livros e outras publicações elaboradas na Fundação Joaquim Nabuco. Maria Luisa Audet, orientanda do pesquisador Diogo Helal, avalia, em sua pesquisa, o envolvimento das representações de consulados internacionais nas políticas públicas de Pernambuco. Juliana Laís Chagas, orientanda do pesquisador Henrique Cruz Ribeiro, analisa as representações da escravidão no Museu do Homem do Nordeste em seu projeto no PIBIC.
Edneida Cavalcanti, coordenadora do Centro de Estudos em Dinâmicas Sociais e Territoriais (Cedist/Dipes), aproveitou a oportunidade para convidar estudantes e pesquisadores para participar da Jornada da Terra 2025. A pesquisadora ainda destacou a entrada tardia das Ciências Sociais na discussão sobre questões ambientais. “As Ciências da Natureza já estão há um tempo avaliando essa questão. Mas as Ciências Sociais estão entrando nisso tardiamente. Isso por conta da nossa construção de conhecimento ocidental. Dessa dualidade que se criou entre sociedade e meio ambiente. Entre cultura e natureza. Então acho que as ciências sociais nos ajudam a pensar o clima como uma questão de desigualdade também”, comentou.
O turno da tarde seguiu com as apresentações dos relatórios parciais de pesquisas que vão desde planos de governo para a educação até licenciamento ambiental. Sob a orientação de Wilson Fusco, a graduanda Maria Eduarda Cintra apresentou uma pesquisa sobre o fluxo migratório ao Polo de Confecções do Agreste, com foco no município de Toritama, captando as subjetividades do processo. Após a apresentação, ela falou sobre o aprendizado adquirido no PIBIC. "A experiência de fazer iniciação científica aqui na Fundaj é muito rica, porque a instituição dá todo o suporte pra você", comentou.
Outros três trabalhos parciais foram apresentados durante a tarde. Kaylanne Belo Damião apresentou um estudo sobre licenciamento ambiental em municípios costeiros. Já Maria Eduarda Bismarck abordou a integração da Política de Gerenciamento Costeiro (Gerco) com as políticas de adaptação às mudanças climáticas e à sustentabilidade da pesca artesanal em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Por fim, João Henrique Belém trouxe à discussão seu trabalho, que tem foco nas propostas de políticas públicas presentes nos planos de governo de candidatos a prefeito em municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR). Eles foram orientados, respectivamente, pelos pesquisadores Beatriz Mesquita, Edneida Cavalcanti e Diogo Helal.
Ao fim da tarde, a pesquisadora Cristine Bonfim, que integra o Comitê Gestor do PIBIC/Fundaj, destacou a variedade de temáticas debatidas. "Tivemos apresentações de oito estudantes, dos mais variados cursos. São alunos de Ciências Sociais, de Museologia, de Medicina. Isso é uma característica do nosso programa, que permite que alunos de cursos diferentes interajam, troquem opiniões, conheçam trabalhos distintos. Foi um dia muito rico em debate, muito produtivo e muito fortalecedor para a nossa iniciação científica."