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Foliões tomam as ruas da Zona Norte do Recife na Turma da Jaqueira Segurando o Talo
O colorido da identidade de Pernambuco e os sons dos trompetes, clarinetes e tubas anunciaram o Carnaval na Zona Norte do Recife, neste sábado (7), durante o desfile da Troça Carnavalesca Turma da Jaqueira Segurando o Talo, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). Neste ano, a troça celebrou seus 42 anos de história, levando aos bairros de Casa Forte, onde está a sede da instituição, e de Apipucos, memória e muita alegria.
Confira o esquema de segurança: https://www.gov.br/fundaj/pt-br/centrais-de-conteudo/noticias-1/seguranca-e-patrimonio-da-fundaj-assegurados
A presidenta da Fundaj, a professora Márcia Angela Aguiar, destacou que o momento faz parte do espírito pernambucano. “Nós estamos falando de carnaval como momento de alegria, cultura e algo importante para a sociedade. Mais uma vez o bloco está de parabéns e todos nós estamos felizes em poder acompanhar e ver esse trabalho maravilhoso de um bloco que esse tempo todo tem conseguido trazer muitas alegrias e estamos aqui lutando também por justiça, democracia, alegria e que todos tenham o seu direito de uma vida digna”, pontuou.
Estiveram presentes na celebração as diretoras de Formação Profissional e Inovação (Difor), Ana Souza Abranches, e de Planejamento e Administração, Aida Monteiro, a coordenadora-geral do Centro de Estudos da História Brasileira (Cehibra), Nadja Tenório, a pesquisadora da Fundaj, Solange Coutinho, e a diretora de Relações Internacionais do Sintepe, Marília Cibele.
O arrastão tomou as ruas, sendo conduzido pelos bonecos gigantes de Gilberto Freyre, do maestro Nelson Ferreira e do estreante Adão da Burra, carnavalesco e músico reconhecido por percorrer carnavais por Pernambuco há mais de 20 anos com uma fantasia em estrutura de burrinha.
Acompanhados pela tradição dos blocos líricos Cordas e Retalhos, Boêmio da Boa Vista e Eu Quero Mais e do Maracatu Rural Cruzeiro do Forte na sede, os foliões deram início à festividade. Depois, seguiram o desfile com a cultura popular dos trios elétricos da Banda Beleza Pura, Novinho da Paraíba, Eduardo Moreno, Banda Luará e Malu Marinho.
"Feliz aquele momento em que aqueles servidores se reuniram à sombra de uma frondosa jaqueira e tiveram a ideia de fazer um bloco para animar o carnaval de rua da Zona Norte do Recife", celebrou o presidente da Troça Carnavalesca Turma da Jaqueira Segurando o Talo. De acordo com ele, após os desfiles da Segurando o Talo, a folia na Zona Norte da cidade ganhou mais vida.
Para Adão da Burra, é “mais um ano de Segurando o Talo e de muita alegria e essa homenagem vai ficar para a minha eternidade. Carnaval é paz, alegria e cultura”.
Homenagens
Na edição de 2026, a troça homenageou o Clube Madeira do Rosarinho, com cem anos de história; Ivete Caetano de Oliveira, presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe); Adão da Burra, carnavalesco popular de Pernambuco; Marcos Antônio Vasconcelos, comandante do 11° BPM/PE; Guilherme Queiroz, Grão Mestre de Honra do Grande Oriente Independente de Pernambuco; Flávio Moura (in memorian), responsável por colocar o primeiro trio elétrico na Troça Carnavalesca Turma da Jaqueira Segurando o Talo, em 1990, falecido em 2025; e Jorge Alexandre, Venerável Mestre da Loja Maçônica de Camaragibe.
“É uma honra e alegria ser homenageada por um bloco de uma instituição da educação. Educação e cultura andam juntas e o nosso carnaval é referência da resistência e da democracia”, afirmou Ivete Caetano.
História
Criada em 1984, A Turma da Jaqueira Segurando o Talo foi idealizada por um grupo de motoristas da Fundaj. Edgar Alves da Silva, Ivanildo Roberto da Silva, José Carlos Silva, Paulo Coutinho, Jucilo Coutinho (autor do hino da Turma da Jaqueira Segurando o Talo), Clóvis França e Manoel Cavalcanti, que era o presidente da troça, se uniram para festejar o carnaval na instituição.
Segundo o artigo da bibliotecária da instituição, Lúcia Gaspar, que pode ser conferido no site da Pesquisa Escolar, o nome A Turma da Jaqueira vem do apelido que era dado aos motoristas que nas suas horas de folga, principalmente depois do almoço, reuniam-se num banquinho que ficava embaixo de uma jaqueira, localizada atrás da sede administrativa do Museu do Homem do Nordeste.
Com o passar dos anos, o bloco foi ganhando outras formas, passando a homenagear pessoas e instituições que contribuíram para a valorização da cultura popular pernambucana. Também houve a inserção de bonecos gigantes a exemplo do boneco que retrata o escritor Gilberto Freyre. Além de Manoel Cavalcanti, considerado o presidente perpétuo, a troça teve até hoje dois outros presidentes: Mércia Maria Bezerra Costa e Edson Bezerra da Silva.