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EDUCAÇÃO
Estudantes do Pibic Ensino Médio da Fundaj ingressam na graduação
O sonho de ingressar na vida acadêmica formal tornou-se uma realidade concreta para alunos da Escola de Referência em Ensino Médio Professor Cândido Duarte, que tiveram apoio da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica para o Ensino Médio (Pibic-EM). Seis dos 13 estudantes que participaram em 2025 foram aprovados na graduação.
Segundo a estudante Ana Luísa Tenório Silva (foto), 19 anos, bolsista do Pibic-EM em 2025, que foi aprovada em Direito na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mais do que um auxílio financeiro, o programa ajuda a desenvolver o pensamento científico, crítico e autônomo. Durante seus 12 meses no programa, ela participou da pesquisa "Espelho.Sócio", que buscou compreender a relação das juventudes com a imagem corporal, analisando os impactos das mídias digitais, do convívio social e familiar na autoimagem de adolescentes.
Para Ana luísa, o contato com artigos científicos e a convivência com pesquisadores foram determinantes. "Tive a certeza de que queria realmente a faculdade e viver essa carreira universitária. Zara e os orientadores conversavam muito com a gente sobre carreira. E essa conversa, eu acho que abre muito a nossa mente, porque na escola a gente não tem muito a explicação de como é a vida acadêmica".
Zarah Barbosa Lira, pesquisadora da Fundaj que coordena o programa em 2026, comentou sobre como o Pibic-EM acaba preparando os estudantes para os desafios acadêmicos. "Quando aprovados na seleção para bolsistas, os estudantes começam a se reunir aqui na Fundaj, nas tardes de quarta-feira. A gente leva alguns encontros para definir tanto o tema da pesquisa que vai guiar os estudos do grupo quanto para definir o que a gente quer saber daquele tema, para fazer o recorte da pesquisa", explicou.
Camila Dornelas, 17 anos, ingressou em Psicologia na Unifafire. Segundo a estudante, o Pibic a ajudou de diversas maneiras. "Me tornei alguém mais comunicativa, participativa e capaz de olhar as coisas sob outra perspectiva. Posso dizer que ver os orientadores auxiliando nos bolsistas naquela época era algo muito inspirador e despertava ainda mais o meu interesse por cursar uma graduação, além disso, eles compartilharam diversas experiências da própria formação e da vida universitária, o que também servia como grande incentivo", explicou.
Para a estudante, a atenção que os orientadores davam ao ingresso na graduação foi crucial. "Eles sempre demonstraram preocupação com o Enem e outros vestibulares, enviavam mensagens na véspera das provas e compartilhavam algumas coisas que consideravam importantes para aquele momento".
Victor Rodrigues, de 18 anos, foi aprovado em Nutrição na UFPE. Segundo o estudante, o Pibic mudou sua relação com a educação. "Criou-se em mim um sentimento de pertencimento ao progresso intelectual e reacendeu minhas esperanças em relação à educação no país. Tenho certeza que sem a Fundaj na minha jornada eu seria uma pessoa completamente diferente, eu diria que ainda seria cego quanto ao que me cerca", explicou.
Para Bianca Beatriz Aristeu, também de 18 anos, aprovada em Ciências Biológicas no Centro Universitário São Miguel, o Pibic fez com que ela acreditasse mais em si. "Além de ampliar meus conhecimentos, me ajudou a desenvolver mais responsabilidade, disciplina e confiança na minha capacidade acadêmica".
Eduarda Nascimento, 18 anos, ingressou em Fisioterapia na Uninassau e foi aprovada no vestibular da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). "O Pibic, em si, foi um projeto que mudou a minha visão sobre o meu futuro, ele abriu uma chama sobre a área da comunicação que eu não tinha. Além disso, me ajudou a desenvolver a minha fala e a timidez que eu tinha em público. Ser bolsista da Fundaj foi umas das melhores experiências que tive no meu ensino médio e que levarei pra vida", contou.
O Pibic-EM
Viviane Toraci, que coordenou o programa do Pibic-EM até 2025, explicou que o programa, até o momento, só acontece em parceria com a Escola de Referência em Ensino Médio Professor Cândido Duarte por conta da proximidade com o Campus Anísio Teixeira da Fundaj, em Apipucos. "Eles conseguem vir andando da escola, a escola autoriza a saída deles um pouco mais cedo para as reuniões semanais. Tudo funciona de uma forma muito regrada", explicou. Após a realização da pesquisa, os estudantes apresentam o resultado tanto na escola quanto na Fundaj, o que acaba por incentivar a entrada de novos estudantes no programa.