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Com 2529 sessões, o Cinema da Fundação ampliou o acesso à telona em 2024
Audiovisual nacional, pernambucano, acessível e com muita reflexão. Ao longo de 2024, o Cinema da Fundação promoveu 2529 sessões, sendo 78 sessões debates ou novas faixas, como o À Meia-Noite Te Levarei ao Cinema e o Cineclube da Fundação, com sessões gratuitas, democratizando cada vez mais o acesso do público à telona. Mais de 78 mil pessoas estiveram nas salas Derby, Museu e Porto. O Cinema da Fundação é vinculado à Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).
As Salas Derby, Museu e Porto foram palco de grandes histórias, que emocionaram o público e provocaram debates relevantes para o país e o mundo. O Cinema da Fundação abrigou sessões de parceiros, como o Médico Sem Fronteiras, a Revista Nostalgia e o Consulado Geral da França no Recife. “Não há nada mais gratificante do que promover um trabalho que, reconhecidamente, amplia e fortalece a formação sensível e cultural de uma população. O Cinema da Fundação tem realizado isso há décadas com intensidade. E o melhor é que, sabemos, sempre podemos crescer. E cresceremos”, destaca o coordenador do Cinema da Fundação, Luiz Joaquim.
A faixa À Meia-Noite Te Levarei ao Cinema, que teve sua estreia em abril de 2024, contou com 8 sessões, reunindo mais de 800 pessoas na Sala Derby do equipamento cultural. Com uma programação alternativa, a faixa mental resgatou a cultura do cinema à meia-noite da década de 1970 em Nova Iorque e contou com exibições de obras como o psicodélico western mexicano “El Topo” e a sátira “Corrida da Morte 2000”.
O Cineclube da Fundação, que também estreou em 2024, conquistou um público de 250 pessoas nas quatro sessões realizadas. O projeto promoveu exibições gratuitas para ofertar um novo espaço para exibição de filmes, contribuindo para a formação dos espectadores e para o pensamento crítico deles. Entre os títulos selecionados para exibição, estiveram desde filmes clássicos até obras inéditas
Em suas 11 sessões iniciais, somando um público de mais de 500 pessoas, a faixa mensal Chama Curtas entrelaçou histórias com o público e apresentou novas narrativas locais, nacionais e internacionais. Foram diferentes olhares curatoriais, que buscaram colocar em pauta temas desde o cenário latinoamericano contemporâneo ao carnaval de Pernambuco.
Inclusão
Mais de 3.700 pessoas foram impactadas pelos projetos de acessibilidade no Cinema da Fundação. Em compromisso com a comunidade com deficiência, foram promovidas 39 sessões acessíveis, com recursos da Audiodescrição, da Língua Brasileira de Sinais e da Legenda para Surdos e Ensurdecidos. A Sessão Alumiar exibe filmes com três modalidades de acessibilidade comunicacional: Audiodescrição (AD) para pessoas cegas ou com baixa visão; Língua Brasileira de Sinais (Libras) para pessoas surdas, e Legenda para Surdos e Ensurdecidos (LSE).
Já a Sessão Índigo oferece títulos para crianças, jovens e adultos com necessidades específicas, tais como síndrome de Down, transtorno do espectro autista, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, entre outros, e, e seus familiares. A sala de cinema fica mais iluminada e o volume do som é reduzido.
Além disso, o Cinema da Fundação é adaptado para receber pessoas com deficiências físicas, dispondo de espaços reservados para mobilidade reduzida, cadeirantes e obesos. Além disso, para facilitar o reconhecimento dos espaços das salas do Derby e do Museu, foram construídas duas maquetes táteis que representam, em detalhes, o conjunto de ambientes mobiliados que compõem os cinemas, como a tela de projeção e palco, sala de exibição, poltronas, cabine de projeção, áreas de circulação e entrada.
Participaram das sessões acessíveis do Cinema da Fundação grupos como o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Espaço Vida, a Casa de Acolhimento Aconchego, a Fundação de Atendimento Socioeducativo de Pernambuco (Funase), a Unidade de Acolhimento Casa da Madalena e as Escolas Municipais Professor Ricardo Gama, Paroquial Cristo Rei e Poeta Solano Trindade.