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Cinema da Fundação recebe lançamento de projeto que lança olhares poéticos sobre as vivências plurais da pandemia da Covid-19
Promovendo mais uma oportunidade de encontro com novas histórias, vozes e olhares, a Sala Derby do Cinema da Fundação vai receber, na próxima segunda-feira (23), às 19h30, o lançamento do resultado do projeto Nove Solos. Produzida pela jornalista e produtora cultural Clarice Hoffmann, a iniciativa reúne nove videoartes que abordam as mudanças na forma de estar no mundo e se relacionar com ele desde a pandemia da Covid-19.
Nove Solos foi aprovado e executado com o incentivo do Funcultura e é um projeto na linguagem das artes visuais, dialogando com a Unidade de Artes Visuais da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).
“Para além da reflexão proposta pelo projeto, acredito que a seleção de artistas muito jovens, boa parte deles realizando seu primeiro trabalho com videoarte, tem grande relevância O perfil dos jovens escolhidos também. Parte deles negros e negras e moradores da periferia da RMR”, destaca Clarice Hoffmann. O projeto será lançado no Recife e em Genebra, na Suíça.
A curadoria, de Lia Letícia, Gabriel Bogossian e Lourival Cuquinha, reúne nove videoartes, algumas inspiradas nos nove países que mantiveram suas fronteiras abertas a brasileiros durante a pandemia. “Nesse processo, olhar para trás e ver o que ficou, apesar de às vezes doloroso, permite lançar luz sobre as camadas diversas, às vezes contraditórias, que compõem o tempo presente”, pontua o texto curatorial.
Um dos títulos da mostra é “Os abraços que não te dei porque moro longe”. A partir de uma espécie de fábula contemporânea em chave crítica, o vídeo reflete sobre a territorialização dos afetos e os marcadores sociais que definem os trajetos possíveis a certos corpos, integrando de figuras de inspiração mitológica à paisagem urbana e ao transporte público.
A coleção de obras, que vai integrar o acervo da Unidade de Artes Visuais da Fundaj e vai estar disponível ao público. Os autores das obras dialogam com a Fundação e com a Sala de Videoarte Cristina Tavares, pois, para além da importância histórica de suas produções, também configuram-se como um aceno à representatividade e pluralidade de artistas e obras que irão incorporar-se à Sala de Videoarte.
“Cercados de mar e ar, pequeninos na quase impossível atmosfera, seguimos buscando brechas e caminhos mais ou menos desimpedidos por onde seguir adiante”, finaliza o texto da curadoria do projeto.