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Pesquisadores da Fundaj têm projetos aprovados em chamadas do CNPq
Cinco servidores da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) tiveram projetos de pesquisa aprovados em diferentes chamadas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). As iniciativas do CNPq buscam apoiar projetos nas mais diversas áreas do conhecimento e valorizar pesquisadores com produção científica, tecnológica e de inovação de destaque em suas áreas.
O diretor de Pesquisas Sociais (Dipes) da Fundaj, Wilson Fusco, coordena o projeto “Migração qualificada e retenção de talentos no Brasil”, aprovado no Programa Conhecimento Brasil – Apoio a Projetos em Rede com Pesquisadores Brasileiros no Exterior. A pesquisa combina dados censitários, entrevistas e ferramentas de inteligência artificial para compreender os fluxos migratórios de brasileiros qualificados para a Europa, bem como as condições de retorno e estratégias para retenção de talentos no país. A previsão é de que a pesquisa se estenda por 24 meses e, ao final, possa juntar informações que possam contribuir para a formulação de políticas públicas mais eficazes para a retenção e o retorno desses profissionais.
O pesquisador Diogo Helal teve aprovado, na Chamada Universal do CNPq, o projeto “Apropriação Cultural do Artesanato e mercados criativos: discutindo a produção, comercialização e musealização dos ex-votos no Nordeste”. O estudo investiga como os ex-votos circulam entre espaços devocionais, o mercado de arte e os acervos institucionais, analisando os impactos desse processo para artesãos e para as políticas públicas de preservação do patrimônio cultural.
Também pela Chamada Universal, o pesquisador Joanildo Burity coordena o projeto “Juventudes conservadoras: antagonismos, articulações e mobilizações”, que busca compreender os valores, discursos e práticas de jovens conservadores no Brasil na última década. A pesquisa, de caráter nacional e com equipe de diferentes instituições, combina métodos qualitativos e quantitativos para mapear redes de atuação e analisar seus impactos no campo político e educacional.
Na chamada das Bolsas de Produtividade em Pesquisa 2024, uma das mais tradicionais políticas de fomento à ciência e à inovação do país, a pesquisadora Luciana Rosa Marques foi contemplada com o projeto “A Educação e a Nova Gestão Pública em contextos locais”. O estudo analisa a implantação de modelos de gestão inspirados na Nova Gestão Pública em redes municipais da Região Metropolitana do Recife e suas repercussões na organização e regulação da educação básica. Luciana é coordenadora-geral de Cooperação e de Estudos de Inovação (CGINOV), da Diretoria de Formação Profissional e Inovação (Difor).
A lista de contemplados inclui ainda a pesquisadora Cibele Rodrigues, também aprovada na chamada das Bolsas de Produtividade em Pesquisa 2024, consolidando a presença da Fundaj em agendas científicas estratégicas para o desenvolvimento nacional. Cibele pesquisa a Educação em Tempo Integral no Ensino Médio: sentidos e discursos nas produções acadêmicas.
A aprovação das pesquisas representa um reconhecimento à relevância das pesquisas desenvolvidas na instituição e ao esforço de seus servidores em contribuir para o avanço científico e tecnológico do país.