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Projeto NATRISK inicia debates sobre como transformar conhecimento científico em redução de riscos de desastres
Teve início nesta segunda-feira (27), em São José dos Campos (SP), a etapa brasileira do projeto internacional NATRISK, iniciativa de cooperação científica que reúne pesquisadores e estudantes do Brasil, da Noruega e da Índia para desenvolver e compartilhar conhecimentos voltados à redução dos riscos associados a deslizamentos.
As atividades do primeiro dia foram dedicadas à discussão dos desafios envolvidos na transformação do conhecimento científico em ações efetivas de prevenção e redução de riscos. Entre os temas apresentados estiveram a integração entre monitoramento, a comunicação de risco e a tomada de decisão, considerados componentes complementares para o funcionamento de sistemas de alerta antecipado.
Durante os debates, foi destacado que a efetividade desses sistemas depende não apenas da qualidade das informações produzidas, mas também da capacidade de comunicação com as populações expostas, da atuação coordenada entre instituições e da resposta das comunidades diante dos alertas emitidos.
Outro tema apresentado foi a estrutura do projeto NATRISK, desenvolvido entre 2023 e 2028 em cooperação entre instituições da Noruega, da Índia e do Brasil. As atividades são organizadas em quatro etapas, cada uma voltada a um aspecto da gestão de riscos de desastres. A etapa realizada no Brasil concentra-se na discussão de estratégias para percepção e mitigação de risco, incluindo soluções de sistemas de alerta antecipado, comunicação de risco e medidas para reduzir a exposição de populações vulneráveis.
A programação prevê doze dias de atividades técnicas, com palestras, exercícios práticos e visitas de campo em municípios que enfrentaram grandes desastres, como Petrópolis, Nova Friburgo e Angra dos Reis (RJ) e São Luiz do Paraitinga (SP). As visitas têm como objetivo promover o intercâmbio de experiências sobre monitoramento, avaliação de riscos e estratégias de prevenção em diferentes contextos.
Os participantes também discutiram a importância da cooperação internacional para o desenvolvimento de metodologias e pesquisas aplicadas à gestão de riscos de desastres, destacando que a troca de experiências entre instituições e países contribui para o aperfeiçoamento de estudos e práticas voltadas à redução da vulnerabilidade das populações expostas.
A etapa brasileira integra um ciclo internacional de atividades do NATRISK, que seguirá até 2028 com novas ações de cooperação científica entre os países participantes.