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15 Anos Cemaden
Na programação comemorativa de 15 Anos, Cemaden promove Oficinas técnicas e de diálogos com a sociedade
Durante todo o dia de hoje (02), dentro da programação simultânea Comemorativa dos 15 Anos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) — unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) — foram realizadas quatro Oficinas com temáticas de inovação técnica no monitoramento, de promoção de palestras e debates em ações colaborativas e participativas, no enfrentamento dos eventos extremos.
Entre as oficinas técnicas, as temáticas foram relacionadas ao monitoramento de secas e de risco de deslizamentos, na interação e construção junto a outros órgãos e à sociedade. Já as oficinas voltadas mais ao diálogo e debates, envolveram temáticas sobre a preparação de eventos extremos e implementação de políticas públicas. Também foram debatidos, em Roda de Conversa, os desafios de mulheres e de outras minorias na gestão de riscos de desastres.
Um resumo das Oficinas desta quinta-feira (2), promovidas pelo Cemaden:
Oficina 1:
Projeto COPE. Local: Auditório do Cemaden. Moderadores: pesquisadores(as) do Cemaden :Victor Marchezini, Paula Oda, André Cotting e Karolina Gameiro.
A oficina apresentou e discutiu as informações e dados obtidos pelo Projeto Capacidades Organizacionais de Preparação para Eventos Extremos (Projeto COPE), mostrando a importância da participação de instituições e sociedade em geral, para subsidiar a implementação de políticas públicas de preparação para eventos extremos.
O projeto tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp) e vem realizações pesquisas e ações em campo. Coordenado pelo pesquisador do Cemaden, Victor Marchezini, o projeto envolve pesquisadores e tecnologistas do Cemaden e de diversas instituições, além de pós-graduandos dos Programas de Pós-Graduação de Desastres (PPGDN- ICT-Unesp/Cemaden) e da Ciência e Sistema Terrestre (PGCST/INPE).
“A ideia do Projeto COPE é integrar atividades de ensino, pesquisa, extensão e implementação de políticas públicas, conectando gestores (as) públicos e comunidades expostas a riscos de desastres”, afirma o coordenador do projeto Victor Marchezini e enfatiza: “O projeto considera as dimensões etárias, de gênero e pessoas com deficiência e a proposta se associa aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU – ODS 11 e 13.”
Mais informações sobre o Projeto COPE : https://bv.fapesp.br/pt/pesquisa/buscador/?q2=(id_pesquisador_exact%3A75240)%20AND%20(auxilio:*%20AND%20situacao:%22Em%20andamento%22)
Oficina 2:
Alerta-Secas. Local: Sala da Univesp. Moderadores: Ana Paula Cunha ( coordenadora de Relações Institucionais e pesquisadora do Cemaden do grupo de Secas); Elisangela Broedel (pesquisadora do grupo de Hidrologia) e Lidiane Costa (pesquisadora-bolsista do grupo de Secas).
Com o objetivo de promover a compreensão e a aplicação de informações para o monitoramento, alerta e avaliação dos impactos da seca, ondas de calor e fogo, a Oficina Alerta-Secas teve a participação de profissionais de órgãos públicos federais, estaduais e municipais, especialmente das áreas de Defesa Civil. Também participaram profissionais das áreas recursos hídricos, agricultura, meio ambiente e gestão de riscos e desastres, além de pesquisadores, docentes, estudantes e demais interessados em monitoramento de secas e sistemas de alerta.
Entre as abordagens do monitoramento de secas, também discutiu-se a identificação de demandas setoriais, para fortalecer a integração entre pesquisa, gestão de riscos e tomada de decisão.

- Foto Oficina Alerta-Secas (3)- Participantes da Oficina Alerta-Secas, no Auditório do Cemaden, participantes realizam trabalho prático em grupo, aplicando o sistema.
A oficina foi conduzida de forma interativa, combinando exposição técnica, atividades práticas, discussão em grupo e apresentação dos grupos, com foco na aplicação dos conceitos para elaboração de um sistema de alerta.
"A seca, atualmente, não se manifesta de forma isolada. Ela interage com outros eventos extremos, como as ondas de calor e o risco de fogo, ampliando seus impactos sobre a sociedade e o meio ambiente.”, afirma a pesquisadora do Cemaden, Elisangela Broedel.
A equipe organizadora da Oficina explicou que mais do que apresentar índices e indicadores, este espaço de construção conjunta busca integrar diferentes informações e perspectivas para aprimorar os sistemas de alerta. Dessa forma, promove uma visão integrada do monitoramento, dos impactos e da tomada de decisão.
“Queremos garantir que as informações produzidas pelo Cemaden cheguem aos usuários de forma mais efetiva e integrada, contribuindo para a antecipação de cenários críticos, subsidiando a tomada de decisões que possam proteger desde as populações mais vulneráveis até nossos recursos hídricos.", enfatiza a pesquisadora em Secas, Ana Paula Cunha.
As informações do Mapa Interativo Alerta-Secas estão disponibilizadas no site do Cemaden, acessado no link: https://alertasecas.cemaden.gov.br/.
Boletins do Cemaden sobre Secas podem ser acessados pelo link : https://www.gov.br/cemaden/pt-br/assuntos/monitoramento/impactos-seca
Oficina 3:
Roda de Conversa “Mulheres na Gestão de Risco de Desastres: Vozes que Cuidam e Protegem”. Local: Hall do Centro Empresarial IV. Moderadores(as): Regla Somoza (tecnologista na área de riscos hidrometeorológicos); Viviana Aguilar Muñoz (tecnologista na área de risco de desastres), da Coordenação-Geral de Operações e Modelagens, Divisão de Monitoramento e Alertas; e Allan Iwama de Mello, pesquisador do Cemaden, da Coordenação-Geral de Pesquisa e Desenvolvimento.
A Roda de Conversa “Mulheres na Gestão de Risco de Desastres : Vozes que Cuidam e Protegem” promoveu um espaço de debate, diálogo e escuta ativa sobre os desafios de mulheres e de outras minorias - especialmente mulheres negras, indígenas e periféricas - na gestão de riscos de desastres no Brasil.
“Visando contribuir com o fortalecimento de estratégias de gestão mais justas, inclusivas e eficazes, os debates consideraram os impactos da crise climática e as desigualdades interseccionais de gênero, raça e condição socioeconômica”, afirma a tecnologista Regla Somoza, presidente da Comissão de Inclusão, Diversidade e Equidade (CIDE), do Cemaden.
Palestrantes e paineis:
Na palestra inaugural, a tecnologista do Cemaden, Regla Somoza, abordou o tema “Por uma Ciência de Desastres Descolonizada, Interseccional e Comprometida com a Vida”.Entre as abordagens, Somoza discorreu sobre o conhecimento empírico e ancestral, a vulnerabilidade Sul Global e suas tecnologias sociais, além dos Sistemas de Alertas Precoces Informais (SIAP). Destacou as mulheres como engenheiras da sobrevivência, atuantes na linha de frente dos extremos climáticos, liderando organização comunitária. Enfatizou que essa liderança reconhecida também precisa de institucionalização e financiamento público, apresentando propostas práticas, relacionadas à justiça nos dados e orçamento. Também apresentou o Mapa Rumo à Resiliência Inclusiva, ressaltando as etapas de enfrentar as heranças do racismo ambiental e de gênero; realizar alinhamentos normativos e saberes integrados.

- Foto Palestrantes da Roda de Conversa “Mulheres na Gestão de Risco de Desastres Vozes que Cuidam e Protegem”, debatem os aspectos inclusivos sobre os desafios de mulheres e de outras minorias - especialmente mulheres negras, indígenas e periféricas - na gestão de riscos de desastres no Brasil.
Painel 1: Protocolos operacionais inclusivos e acessibilidade de alertas para chefes de família Palestrante: Suzana Montenegro — diretora-presidente da APAC.
Painel 2: Ciência interseccional, dados humanos e dimensões de raça, gênero e território no clima Palestrante: Fernanda Lazar — doutoranda na USP.
Painel 3: Incidência política, protagonismo e o saber das mulheres periféricas na construção de cidades Palestrante: Mar Revolta — ativista e arte-educadora (Sociedade Civil).
Painel 4: Educação ambiental, financiamento e o fortalecimento do saber comunitário feminino Painelista: Mahryan Sampaio (FunBEA) Moderação: Viviana Aguilar, tecnologista do Cemaden.
A Oficina foi presencial e on-line, com exposição TEDEx (palestras rápidas), Roda de Conversa, diálogo, dinâmica interativa e escuta ativa. Foram mais de 60 pessoas inscritas nessa Roda de Conversa: sendo 44 pessoas do Sudeste, cinco do Sul, cinco do Centro-oeste, duas do Nordeste e uma do Norte e cinco não declararam a origem.
Na parte da tarde, a Roda de Conversa foi transmitida no Canal YouTube CIDE CEMADEN, com a participação do público pelo Chat, disponibilizada no link:
https://www.youtube.com/live/kn8J4YduJz0?si=Dr_LYRYCMWlpWo9o
Oficina 4:
GeoRisk. Local: Auditório do PIT. Moderadores: Pedro Ivo Camarinha, tecnologista e diretor substituto do Cemaden; Analee Sasso, especialista de Usabilidade e Guilherme Seki.
Desenvolvido pelo Cemaden, o Sistema GeoRisk usa metodologia avançada que combina dados de modelos meteorológicos, informações ambientais e históricos de desastres, permitindo emitir alertas de risco de deslizamentos de terra com até 72 horas de antecedência.
Foram 70 inscritos, com público integrado por usuários ou potenciais usuários do Sistema GeoRisk, especialmente, profissionais de Defesa Civil, além do público em geral, interessado nessa área.
O objetivo da Oficina foi capacitar os participantes no uso do Sistema GeoRisk. Também permitiu realizar a coleta de feedback qualificado, com a finalidade de subsidiar o aperfeiçoamento do sistema e de sua usabilidade, por meio de um exercício prático. Além da apresentação e esclarecimentos sobre o sistema, foram aplicados exercícios simulados.
O Sistema de Previsão de Risco de Deslizamento de Terra (GeoRisk) está disponibilizado no site do Cemaden, com acesso pelo link: https://georisk.cemaden.gov.br/
Programação 15 Anos Cemaden
Após as Oficinas, a partir das 17 horas, foram realizadas visitas para conhecer a Sala de Situação (monitoramento) do Cemaden.
No Auditório do Cemaden, foi exibido o documentário “Nascentes da Crise”, de Diego Gazola.
Toda a programação e informações sobre o evento Comemorativo 15 Anos Cemaden estão disponibilizados no link: https://15anos.cemaden.gov.br/
Fonte: Ascom/Cemaden (MRO)