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Situação Atual e Projeção Hidrológica para o Sistema Cantareira 07/05/2026 Ano 12 Nº 116
Sumário Executivo
Esta edição do boletim traz um resumo da situação referente ao mês de abril de 2026, e projeções hidrológicas de maio a setembro de 2026. Em abril, os reservatórios do Sistema encerraram o mês com 42% do volume útil, situando-se na faixa de operação "Atenção" (entre 40% e 60%)[1]. O volume atual é 2% inferior ao registrado no final de março de 2026, e permanece consideravelmente abaixo do observado no mesmo período de 2025 (58%). Entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, o Sistema atingiu os menores níveis de armazenamento desde a crise hídrica de 2014/2015. No entanto, as chuvas observadas, sobretudo entre fevereiro e março de 2026, promoveram uma recuperação parcial dos volumes armazenados, trazendo alívio a um quadro hidrológico extremamente crítico. No mês de abril, a precipitação acumulada foi de 71% da média histórica, enquanto a vazão afluente atingiu apenas 60% da média para o período. Como consequência, observa-se a persistência de um déficit hídrico na região, conforme indicado pelo Índice de Seca Bivariado Precipitação-Vazão (TSI), que enquadra o Sistema Cantareira em condição de seca hidrológica de intensidade entre moderada e severa, nas escalas temporais de 6 e 12 meses, respectivamente. As projeções hidrológicas (Tabela 01) indicam que, considerando um cenário de chuvas na média, o volume útil estimado nos reservatórios ao final do próximo trimestre, em julho de 2026, seria de 40%, no limite entre as faixas de operação “Atenção” (entre 40% e 60%) e “Alerta” (entre 30% e 40%). Em um horizonte mais longo, até o final de setembro, as simulações para esse mesmo cenário indicam um agravamento da situação, com o volume estimado em 35%, passando a enquadrar-se na faixa de operação “Alerta”[2]. Ainda nesse cenário de precipitação na média, as simulações indicam vazão afluente média ao Sistema Cantareira de 25 m³/s entre maio e julho (84% da média histórica) e de 22 m³/s entre abril e setembro (84% da média). Ressalta-se que, o Sistema Cantareira inicia a estação seca de 2026 com armazenamento consideravelmente abaixo do ideal, permanecendo fortemente dependente da próxima temporada chuvosa para recomposição do volume, e sujeito a déficit de vazão mesmo sob condições pluviométricas médias.

- tabela 1
Tabela 01. Projeções de vazões médias entre maio e setembro de 2026 e volume armazenado no final de julho e setembro de 2026, considerando cinco cenários de precipitação: 50% e 25% abaixo da média histórica, na média histórica e 25% acima da média histórica e cenário crítico. As faixas de operação do reservatório estão de acordo com a resolução conjunta da ANA/DAEE Nº 925/2017. Nessas simulações, foi considerado aporte médio diário de 8,5 m3/s proveniente da interligação do Sistema Paraíba do Sul para Sistema Cantareira, de acordo com a Resolução conjunta ANA 1.931/17 e Nota Técnica Conjunta SR/SH (Processo SEI nº 137.00005609/2026-77).