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Situação Atual e Projeção Hidrológica para o Sistema Cantareira 15/06/2026 Ano 12 Nº 117
Sumário Executivo
Esta edição do boletim traz um resumo da situação referente ao mês de maio de 2026, e projeções hidrológicas de junho a setembro de 2026. Em maio, os reservatórios do Sistema encerraram o mês com 40% do volume útil, situando-se entre as faixas de operação "Atenção" (entre 40% e 60%) e Alerta (entre 30% e 40%)[1]. O volume atual é 2% inferior ao registrado no final de abril de 2026, e permanece consideravelmente abaixo do observado no mesmo período de 2025 (59%). Entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, o Sistema atingiu os menores níveis de armazenamento desde a crise hídrica de 2014/2015. No entanto, as chuvas observadas, sobretudo entre fevereiro e março de 2026, promoveram uma recuperação parcial dos volumes armazenados, trazendo alívio a um quadro hidrológico extremamente crítico. No mês de maio, a precipitação acumulada foi de 70% da média histórica, enquanto a vazão afluente atingiu apenas 63% da média para o período. Como consequência, observa-se a persistência de um déficit hídrico na região, conforme indicado pelo Índice de Seca Bivariado Precipitação-Vazão (TSI), que enquadra o Sistema Cantareira em condição de seca hidrológica de intensidade entre moderada e severa, nas escalas temporais de 6 e 12 meses, respectivamente. As projeções hidrológicas (Tabela 01) indicam que, considerando um cenário de chuvas na média, o volume útil estimado nos reservatórios ao final da estação seca, em setembro de 2026, seria de 35%, na faixa de operação “Alerta”[2]. Ainda nesse cenário de precipitação na média, as simulações indicam vazão afluente média ao Sistema Cantareira de 20 m³/s entre junho e setembro (80% da média histórica). Ressalta-se que, o Sistema Cantareira iniciou a estação seca de 2026 com armazenamento consideravelmente abaixo do ideal, permanecendo fortemente dependente da próxima temporada chuvosa para recomposição do volume. As simulações também apontam para a possibilidade de ocorrência de déficits de vazão durante a estação seca, mesmo em um cenário de precipitação na média histórica.

Tabela 01. Projeções de vazões médias entre junho e setembro de 2026 e volume armazenado no final de setembro de 2026, considerando cinco cenários de precipitação: 50% e 25% abaixo da média histórica, na média histórica e 25% acima da média histórica e cenário crítico. As faixas de operação do reservatório estão de acordo com a resolução conjunta da ANA/DAEE Nº 925/2017. Nessas simulações, foi considerado aporte médio diário de 8,5 m3/s proveniente da interligação do Sistema Paraíba do Sul para Sistema Cantareira, de acordo com a Resolução conjunta ANA 1.931/17 e Nota Técnica Conjunta SR/SH (Processo SEI nº 137.00005609/2026-77).
[1] De acordo com a Resolução conjunta ANA/DAEE Nº 925/2017.
[2] Ressalta-se que as projeções podem ser modificadas de acordo com mudanças na vazão de interligação com a bacia do rio Paraíba do Sul, bem como as extrações do Sistema a serem praticadas pelo operador, nos próximos meses.