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Situação Atual e Projeção Hidrológica para o Sistema Cantareira 05/03/2026 Ano 12 Nº 114
Esta edição do boletim traz um resumo da situação referente ao mês de fevereiro de 2026, e projeções hidrológicas de março a setembro de 2026. Em fevereiro, os reservatórios do Sistema encerraram o mês com 36% do volume útil, situando-se na faixa de operação "Alerta" (entre 30% e 40%)[1]. O volume atual é 13% superior ao registrado no final de janeiro de 2026, mas permanece consideravelmente abaixo do observado no mesmo período de 2025 (60%). Em outubro de 2025, o Sistema atingiu o menor patamar de armazenamento desde a crise hídrica de 2014/2015. Porém, as chuvas observadas em fevereiro promoveram uma recuperação parcial dos volumes armazenados, trazendo alívio a um quadro hidrológico extremamente crítico. Adicionalmente, no mês de fevereiro, a precipitação acumulada foi de 125% da média, enquanto a vazão afluente ficou em torno de apenas 114% da média para o período. Ainda assim nota-se a persistência de um déficit hídrico na região, conforme indicado pelo Índice de Seca Bivariado Precipitação–Vazão (TSI), que enquadra o Sistema em condição de seca hidrológica de intensidade severa, nas escalas de 6 e 12 meses. As projeções hidrológicas (Tabela 01) indicam que, considerando um cenário de chuvas na média, o volume útil estimado nos reservatórios ao final de março é de 42%, classificando o Sistema Cantareira na faixa de operação “Atenção” (entre 40% e 60%). Em um horizonte mais longo, ao final de setembro, as simulações para esse mesmo cenário apontam para um agravamento da situação, com volumes estimados em 36%, caindo para a faixa de operação “Alerta”[2]. Ainda nesse cenário de precipitação na média, as simulações indicam vazão afluente média ao Sistema Cantareira de 49 m³/s (84% da média histórica) em março de 2026 e de 26 m³/s (92% da média) entre abril e setembro. Ressalta-se que, mesmo sob condições pluviométricas médias, as vazões ao longo de todo o período permanecem abaixo dos valores históricos, indicando a persistência de déficit ao final da atual temporada chuvosa e ao longo da estação seca subsequente.
Tabela 01. Projeções de vazões médias entre março e setembro de 2026 e volume armazenado no final de março e setembro de 2026, considerando cinco cenários de precipitação: 50% e 25% abaixo da média histórica, na média histórica e 25% acima da média histórica e cenário crítico. As faixas de operação do reservatório estão de acordo com a resolução conjunta da ANA/DAEE Nº 925/2017. Nessas simulações, foi considerado aporte médio diário de 5,13 m3/s proveniente da interligação do Sistema Paraíba do Sul para Sistema Cantareira, de acordo com a Resolução conjunta ANA 1.931/17.
[1] De acordo com a Resolução conjunta ANA/DAEE Nº 925/2017.
[2] Ressalta-se que as projeções podem ser modificadas de acordo com mudanças na vazão de interligação com a bacia do rio Paraíba do Sul, bem como as extrações do Sistema a serem praticadas pelo operador, nos próximos meses.

- Projeções
[1] De acordo com a Resolução conjunta ANA/DAEE Nº 925/2017.
[1] Ressalta-se que as projeções podem ser modificadas de acordo com mudanças na vazão de interligação com a bacia do rio Paraíba do Sul, bem como as extrações do Sistema a serem praticadas pelo operador, nos próximos meses.