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MONITORAMENTO DE SECAS E IMPACTOS NO BRASIL – JUNHO/2026
Monitoramento de Secas
A. ÍNDICE INTEGRADO DE SECA (IIS3 por pixel e por município): JUNHO/2026
B. MONITORAMENTO DA SECA EM ÁREAS INDÍGENAS: JUNHO/2026
Em relação às condições de seca em áreas indígenas, destaca-se uma pequena redução no número total de territórios classificados em nível de seca severa em relação a maio (de 15 para 3). Entretanto, observa-se a persistência de déficit hídrico nas seguintes áreas:
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DSEI Alto Rio Negro/AM: Territórios de Camarão, Tunuí-Cachoeira, Tucumã, Vila Nova e Cumarú.
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DSEI Kaiapó do Pará/PA: Território de Tucumã.
Adicionalmente, observou-se a intensificação das condições em áreas anteriormente classificadas como sob seca moderada, que atingiram a seca severa em maio, incluindo unidades nos estados do Amazonas e do Pará e na divisa entre Mato Grosso e Tocantins.
C. MONITORAMENTO DA SECA EM ASSENTAMENTOS RURAIS: JUNHO/2026
Em relação aos assentamentos rurais, também houve redução na área total em situação de seca severa entre maio e junho de 2026, mas 24 projetos de assentamento mantiveram o quadro crítico e outros 68 registraram intensificação, passando de seca moderada ou fraca para seca severa. A piora concentrou-se sobretudo no sudeste do Pará (26 assentamentos, com destaque para os municípios de Rio Maria, Santa Maria das Barreiras e Redenção) e no Tocantins (18 assentamentos, principalmente em Caseara e Divinópolis do Tocantins), reforçando o quadro de agravamento já identificado na bacia Tocantins-Araguaia nas demais camadas analisadas. Chamou atenção ainda a piora em assentamentos do norte fluminense (RJ) e de Unaí (DF), áreas que não haviam se destacado nos boletins anteriores.
D. MONITORAMENTO DA SECA EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO: JUNHO/2026
No contexto das Unidades de Conservação, também se verificou redução no total de áreas em seca severa; contudo, o Parna da Serra do Pardo (PA) manteve o quadro crítico, enquanto a Rebio União (RJ) e a Rebio Augusto Ruschi (ES) apresentaram intensificação, passando de seca moderada e seca fraca, respectivamente, para seca severa.
E. MONITORAMENTO DOS IMPACTOS DA SECA EM ÁREAS AGROPRODUTIVAS: JUNHO/2026
F. MONITORAMENTO DOS IMPACTOS DA SECA: RECURSOS HÍDRICOS
A abaixo apresenta a caracterização da seca nas principais bacias hidrográficas do país com base no Índice de Seca Bivariado Precipitação-Vazão (TSI).
O El Niño começou. No início de julho de 2026, o Oceano Pacífico apresenta aquecimento acima da média, e os ventos alísios se encontram enfraquecidos em toda a extensão do Pacífico Tropical. As regiões Niño 1+2, Niño 3, Niño 3.4 e Niño 4 apresentaram respectivamente anomalias de 2,7 °C, 1,5, 1,2 e 0,5 °C. Este episódio irá se estender até o próximo verão (DJF) pelo menos. Os modelos divergem na previsão da máxima esperada da anomalia de TSM durante este evento. O modelo do Centro Europeu é o mais extremo, prevendo anomalias superiores a +4,0 °C. O modelo do Centro Meteorológico do Reino Unido é o mais moderado, prevendo anomalias em torno de 2,5 °C. A previsão sazonal multimodelo nacional, resultado da cooperação entre CPTEC/INPE, INMET e FUNCEME, indica, para o trimestre JAS/2026, chances para chuva abaixo da média no noroeste do Amazonas e do Pará, no estado do Tocantins, e no norte da região Nordeste. Na região Sul há chances para chuva acima da média, principalmente no estado de Santa Catarina. As previsões subsazonais do Centro Europeu mostram que, até o final de julho, o extremo norte do Brasil deve apresentar chuvas abaixo da média, e o Rio Grande do Sul e Santa Catarina indices pluviométricos acima da média.





