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Setor produtivo será prioridade no Comitê Regional de Instituições Financeiras Federais - Coriff/Sudam
Entre os encaminhamentos da reunião de instalação do Comitê Regional das Instituições Financeiras Federais (Coriff), realizada no dia 12, três áreas foram definidas como prioritárias para os investimentos na Amazônia Legal: pesca, bioeconomia e agricultura familiar. Nesse sentido, ficou definido que serão realizadas rodadas de negócios voltadas a arranjos produtivos locais (APLs).
Publicado em
14/08/2025 15h34
Atualizado em
14/08/2025 15h37
Entre os encaminhamentos da reunião de instalação do Comitê Regional das Instituições Financeiras Federais (Coriff), realizada nesta terça, 12, três áreas foram definidas como prioritárias para os investimentos na Amazônia Legal: pesca, bioeconomia e agricultura familiar. Nesse sentido, ficou definido que serão realizadas rodadas de negócios voltadas a arranjos produtivos locais (APLs). Outra prioridade é a consolidação do que está sendo chamado de ‘Agenda Marajó’, possibilitando acesso a créditos e financiamentos dos bancos federais nos 17 municípios do arquipélago. A reunião de instalação do Coriff foi realizada pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) na manhã desta terça-feira, 12, na sede da autarquia, em Belém.
Oficialmente integram o Comitê, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Caixa Econômica Federal e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública de fomento à ciência, tecnologia e inovação, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
A diretora de Crédito Digital para Micro, Pequenas e Médias Empresas e Gestão do Fundo do Rio Doce, do BNDES, Maria Fernanda Coelho, falou do foco do governo federal na Amazônia e do desafio de definir qual a melhor estrutura de crédito a ser adotada para melhor mobilizar investimentos das instituições federais na Amazônia. E comemora o crescente investimento. “Entre janeiro de 2023 e março de 2025, banco aprovou R$ 55,9 bilhões de crédito para os estados da Amazônia Legal, montante é 50% superior ao aprovado entre 2019 e 2022”, informou a diretora do BNDES.
O superintendente da Sudam, Paulo Rocha, defendeu a inclusão de pequenos e médios produtores nas políticas de acesso a créditos e financiamentos praticados pelas instituições financeiras federais na Amazônia. “O objetivo do Coriff é subsidiar o Conselho Deliberativo da Sudam com articulação e ações para aperfeiçoar o financiamento de projetos que contribuam para a inclusão de todos e para a geração de renda na região”, explica Rocha.
“Vamos criar na Sudam uma sala de situação para funcionamento do Coriff. Esse esforço de reunir os bancos oficiais é para fazermos com que o financiamento chegue para todo mundo, para o grande, para o médio e para pequeno. Queremos dar resposta ao chamado desenvolvimento sustentável, que deve incluir todo mundo. E é essa inclusão que vai dar sustentabilidade para a região", afirma Paulo Rocha.
Além do BNDES, participam do Coriff representantes do Banco do Brasil, do Banco da Amazônia, da Caixa Econômica Federal (CEF) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública de fomento à ciência, tecnologia e inovação, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, bem como interlocutores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca (Sedap), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), entre outras lideranças e autoridades.
O Coriff vai promover integração de ações financeiras, coordenar investimentos e propor ajustes na legislação a partir do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) e do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), além de recursos próprios. “O Comitê enfatiza a importância de ações eficazes e a necessidade de cooperação entre as instituições financeiras para o desenvolvimento sustentável na região da Amazônica Legal. Aponta o regimento do Comitê. Além de priorizar o planejamento regional da Amazônia Legal a qual a Sudam é responsável”, enfatiza a diretora de Planejamento e Articulação de Políticas da Sudam, Jorgiene Oliveira.
“O Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA), Plano do Marajó e Bailique, além dos demais planos sub-regionais, os quais a Sudam está elaborando, como em Roraima, Acre, Amazonas e Tucuruí e Xingu, também serão prioritários dentro do Comitê Técnico do Coriff”, completou a diretora. Outros dois diretores da Sudam: Aharon Alcolumbre (Promoção do Desenvolvimento Sustentável) e Wilson Ferreira (Gestão de Fundos, de Incentivos e de Atração de Investimentos) também fizeram parte da reunião de instalação do Coriff.