Notícias
Combu: Sudam conhece projeto Flying Classroom, de universidade francesa
Na tarde deste sábado, 30 de agosto, o superintendente da Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), Paulo Rocha, conheceu o resultado do projeto Flying Classroom, de uma faculdade alemã, a Fakultât Architektur und Gestaltung, da École Nacional Supérieure d'Architecture, universidade da França, na Ilha do Combu, em Belém. O projeto, que tem parceria com a Faculdade Ideal, visa a promoção de intercâmbio envolvendo cultura, arquitetura e clima.
Um grupo - sete da Alemanha, cinco da França e seis do Brasil - de alunos da professora Myriam Gautschi, coordenadora do projeto, está há sete dias no Cumbu onde realizou serviços de melhoria ambiental e sociocultural em uma edificação ribeirinha comunitária. Em Belém, a coordenação do projeto é do arquiteto José Raiol.
O superintendente da Sudam falou aos alunos sobre a Amazônia e o projeto de desenvolvimento sustentável que está em curso pela autarquia, levando em conta as necessidades de quem vive no território e foi historicamente excluído pela concepção de desenvolvimento, adotado por séculos, pelos dominantes para a região.
“Precisamos resolver demandas urgentes de cerca de 30 milhões de amazônidas que vivem na região mais rica do planeta em recursos naturais, mas que ainda detém a triste realidade de ter índices de desenvolvimento humano mais baixos do Brasil”, problematiza Paulo Rocha.
É parte do projeto a produção de hortaliças e verduras a serem utilizadas nos restaurantes do Combu, pois atualmente esses produtos são comprados em Belém, devido às marés altas periódicas que cobrem partes do Combu, além de projeto de compostagem. “Foram feitas hortas verticais, livres das enchentes, locais para secagem de sementes de cacau, equipamentos para compostagem, além de brise – elemento arquitetônico formado por lâminas verticais ou horizontais - para proteção das chuvas e painéis artísticos criados pelos alunos a partir de resíduos coletados na própria ilha”, explica Raiol.
A arquiteta Ieda Melgueiro, da Organização Não Governamental (ONG) Iedabio, que trabalha com Bioarquitetura e Urbanismo, também faz parte do projeto. Ela criou o sistema de compostagem. “Trata-se de um sistema cíclico para coleta de resíduos sólidos dos restaurantes da Ilha, com processamento da compostagem e cultivo de verduras e hortaliça, produtos que depois serão vendidos aos restaurantes. Conforme Paulo Rocha, a Sudam apoiará a continuidade do projeto, estendendo a mais famílias do Combu, para geração de renda local.