Renda fixa x Renda Variável
Quanto ao tipo de retorno, os investimentos podem ser classificados em renda fixa e renda variável. Entenda as principais diferenças entre eles.
Renda Fixa
Diz-se que um título ou ativo financeiro é de renda fixa quando a sua remuneração, ou forma de cálculo, é conhecida no momento da aplicação. O investidor, ao tomar a decisão de investimento, tem conhecimento de todas as condições de prazo e rentabilidade oferecidas.
Essa remuneração pode ser pré-fixada, quando o montante que se espera receber no vencimento do título é conhecido, ou pós-fixada, quando o montante a ser pago no vencimento depende de uma taxa de referência, normalmente a taxa DI ou a taxa Selic.
Há ainda títulos de renda fixa que combinam as duas formas de remuneração, em que uma parcela é pré-fixada, e a outra, pós-fixada, geralmente indexada a um índice de inflação, como o IPCA.
Os principais emissores de títulos de renda fixa são o governo (Títulos públicos), os bancos (Títulos privados bancários), as empresas de capital aberto (Títulos privados – Debêntures), companhias securitizadoras (Títulos privados – CRIs e CRAs), entre outros.
Os investidores que adquirem esses títulos (credores) na prática estão emprestando seus recursos para os emissores (devedores) na expectativa de receber no vencimento o valor aplicado (principal) acrescido de juros como remuneração pelo investimento. Todas as condições de emissão dos títulos, como cláusulas de recompra, prazos, formas de remuneração e índices, são acertadas no momento da aplicação.
Um CDB de um banco, por exemplo, que ofereça como remuneração determinado percentual do CDI, ou um título público como o Tesouro Selic, que acompanha a remuneração da taxa Selic, são exemplos de títulos de renda fixa pós-fixados. No primeiro caso, o índice de referência é a taxa DI, no segundo, a taxa Selic.
Já um título público como o Tesouro Pré-fixado, como o próprio nome diz, é um exemplo de título pré-fixado. Neste caso, no momento da compra, você já sabe exatamente quanto irá receber no futuro (R$ 1.000,00 por título no vencimento).
Uma debênture que ofereça a rentabilidade, por exemplo, de 5% ao ano mais IPCA, ou um título público como o Tesouro IPCA+ são exemplos de títulos híbridos.
Há ainda outros exemplos de títulos de renda fixa, como os CRIs e os CRAs, além dos fundos de investimento de renda fixa, e dos ETFs em renda fixa, que de alguma maneira possuem características e riscos similares ao mercado de renda fixa.
É importante destacar que os títulos de renda fixa, apesar do nome, possuem riscos que precisam ser avaliados. Leia atentamente a seção riscos abaixo. Antes de investir, conheça todas as condições propostas e avalie cuidadosamente se os riscos envolvidos estão aderentes aos seus objetivos e perfil de investidor.
Renda Variável
Investimentos de renda variável são aqueles em que o investidor não conhece de antemão as condições de remuneração do título. Não há uma taxa pré-fixada ou referenciada em algum indexador. Em geral, na renda variável, a remuneração depende, varia, conforme o desempenho do negócio relacionado ou da carteira de ativos investida (no caso de alguns fundos).
Talvez o exemplo mais conhecido sejam as ações. O retorno do investidor nesse tipo de investimento dependerá da capacidade de a empresa gerar lucros ou das expectativas dos investidores em relação à capacidade de a empresa gerar lucro no futuro. Tendo lucros, uma parcela, os dividendos, será distribuída aos acionistas. Da mesma forma, o preço de negociação das ações no mercado, que também pode rentabilizar o acionista, depende das condições de mercado, do setor e da própria empresa. Portanto, a remuneração é totalmente variável.
Os principais emissores são as companhias abertas (ações), fundos imobiliários (cotas negociadas em bolsa), entre outros, como fundos de ações, fundos de investimento em participações etc.
Nesse tipo de investimento, os investidores em geral adquirem uma parcela da propriedade do negócio (patrimônio) ou do fundo (cotas), e são remunerados conforme o desempenho.
É importante destacar que a renda variável, pela sua própria natureza, tem riscos, uma vez que, se o negócio não der resultado, ou até mesmo prejuízo, os investidores podem ter retornos negativos, podendo perder inclusive todo o seu patrimônio. Claro que na renda fixa também é possível ter retornos negativos, daí a importância de compreender a natureza dos riscos, tema da próxima seção.