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Encontro reuniu autoridades, lideranças ambientais e da comunidade científica para debater a revitalização do reservatório
INSA/MCTI participa de audiência pública com a Prefeitura de Campina Grande para debater soluções para a degradação ambiental do Açude Velho
Foto: Cacio Murilo/MTur
O Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCTI) participou, na última segunda-feira (23), de uma audiência pública com a Prefeitura de Campina Grande (PB), atores políticos e representantes da academia, do setor empresarial e da sociedade civil para discutir alternativas para reverter a degradação ambiental do Açude Velho, um dos principais cartões-postais da cidade. O INSA foi representado no encontro pela diretora substituta, Dra Dilma Trovão, e pelo pesquisador da área de recursos hídricos, Mateus Mayer.
Durante a audiência, a diretora colocou a expertise do instituto à inteira disposição do MPPB e da gestão municipal para colaborar no processo de revitalização do reservatório. Em sua fala, Dilma destacou a urgência de articular o conhecimento técnico e científico às políticas públicas que estão sendo adotadas para melhorar a qualidade da água do açude. Para a gestora, o problema do Açude Velho não pode ser tratado como um fato isolado, mas como o sintoma de um desequilíbrio que afeta outros corpos de água e a bacia hidrográfica de toda a região. "Entendo a questão do Açude Velho não como uma questão pontual, mas como um investimento complexo, de longo prazo, que precisa conciliar diversos aspectos ambientais e políticos para chegar a uma solução efetiva", pontuou.
Outro ponto fundamental levantado pela diretora do INSA foi a necessidade de encontrar fontes de financiamento para a revitalização do açude. O enfrentamento à poluição, ao mau cheiro e à mortandade da fauna do reservatório requer ações não apenas do governo municipal, mas de todos os demais entes envolvidos com a conservação do meio ambiente, a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento socioeconômico da região.
Nessa mesma linha, Dilma destacou o impacto das atitudes individuais e coletivas na deterioração dos recursos naturais, chamando a atenção para o fato de muitas dessas condutas estarem diretamente ligadas às mudanças climáticas que o planeta vem experimentando. Em um cenário de aquecimento global, o regime de chuvas e a temperatura da água mudam drasticamente, o que acelera processos de mortandade de peixes e proliferação de algas, como os observados no Açude Velho.
Ao final do pronunciamento, a mensagem deixada pela gestão do instituto foi de chamada para a ação. Para a diretora em exercício, a ciência oferece os caminhos, mas a preservação depende de uma mudança de consciência da população. "A responsabilidade com o Açude Velho não é apenas das autoridades, mas de cada um de nós, cidadãs e cidadãos que vivem, estudam e trabalham no território", reforçou a gestora, lembrando que a proteção da natureza começa no descarte correto de resíduos, no engajamento comunitário e na participação nas decisões que dizem respeito ao meio ambiente.