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Ibict participa das comemorações dos 15 anos do RiUFF com palestra sobre repositórios, Ciência Aberta e Justiça Informacional
O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) participou, no dia 28 de maio, do início da programação comemorativa pelos 15 anos do Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RiUFF), iniciativa vinculada à Superintendência de Documentação (SDC/UFF). O evento destacou o papel estratégico dos repositórios digitais para a democratização do conhecimento científico, a preservação da memória institucional e o fortalecimento da Ciência Aberta.
Com o tema “15 anos conectando pesquisa, pessoas e conhecimento”, a programação reúne atividades voltadas à valorização da produção científica, tecnológica e extensionista da universidade. Entre os destaques esteve a palestra Repositórios Digitais, Ciência Aberta e Justiça Informacional: estratégias para inovação e visibilidade científica”, ministrada por Priscila Sena, pesquisadora da Escola Nacional de Informação (Enacin/Ibict), docente do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI/Ibict), coordenadora nacional da Rede Brasileira de Repositórios Digitais (RBRD) e Diretora Regional Sul da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (Febab).
O evento reuniu cerca de 200 participantes, entre estudantes, docentes, bibliotecários, pesquisadores e profissionais da informação de diferentes instituições do país.
Durante a palestra, Priscila Sena abordou os repositórios digitais como infraestruturas sociotécnicas estratégicas para a circulação do conhecimento científico, a transparência da pesquisa e a consolidação da Ciência Aberta. A apresentação destacou que a ampliação do acesso à informação científica deve estar acompanhada de condições efetivas de participação, diversidade e inclusão, reforçando o conceito de Justiça Informacional.
A pesquisadora também ressaltou que os repositórios institucionais vão além da função de armazenamento de documentos, atuando como espaços de preservação da memória científica, mediação do conhecimento e ampliação da visibilidade da produção acadêmica. “As infraestruturas tecnológicas abertas podem reduzir desigualdades no acesso e uso da informação científica”, destaca Priscila Sena.
A palestra também abordou a relação entre acesso aberto, inovação, inclusão e Justiça Informacional, destacando que abrir a ciência não significa, automaticamente, democratizá-la.
A atividade evidenciou ainda o papel do Ibict na consolidação do ecossistema brasileiro de Ciência Aberta, por meio de iniciativas como a Rede Brasileira de Repositórios Digitais (RBRD), o Portal Brasileiro de Publicações e Dados Científicos em Acesso Aberto (Oasisbr), a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) e o Ecossistema de Informação da Pesquisa Científica Brasileira (BrCris).
A programação comemorativa dos 15 anos do RiUFF é realizada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), por meio da Superintendência de Documentação (SDC), da Coordenação de Gestão e Difusão da Informação (CGDI) e do RiUFF, em parceria com a RBRD, o Ibict, a Enacin e o PPGCI/Ibict.