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Miguilim reúne em documento trajetória de evolução e melhorias no Diretório das revistas científicas eletrônicas brasileiras
O Diretório das revistas científicas eletrônicas brasileiras (Miguilim), desenvolvido e mantido pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict/MCTI), disponibilizou um documento que reúne os principais marcos de sua trajetória entre 2020 e 2026. A publicação registra a evolução da plataforma desde o início de seu desenvolvimento até as mais recentes melhorias implementadas, oferecendo uma visão integrada das ações realizadas para fortalecer a gestão e a visibilidade das revistas científicas brasileiras.
Organizado em formato de linha do tempo, o histórico apresenta iniciativas relacionadas ao desenvolvimento do sistema, à implementação e atualização de metadados, à documentação técnica, à disseminação científica e às ações de mobilização voltadas aos editores de periódicos. O material também evidencia o processo contínuo de aperfeiçoamento do diretório, alinhado às demandas da comunidade de editoração científica.
Segundo André Appel, tecnologista do Ibict, o documento foi concebido como um instrumento de transparência e acompanhamento da evolução da plataforma. “O histórico foi pensado no sentido de servir como uma ferramenta de acompanhamento das mudanças técnicas e de políticas de registro do Miguilim, o que fortalece a transparência e a importância de suas ações junto à comunidade científica”, afirma.
Entre os principais marcos registrados estão o início do desenvolvimento do Miguilim, em 2020, a importação de milhares de registros de revistas e portais científicos, a realização de testes de usabilidade com especialistas da área e o lançamento oficial da plataforma durante o XXII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU), em 2023.
O documento também destaca a implementação de funcionalidades que ampliaram as possibilidades de gestão e recuperação da informação, como a interoperabilidade com o Diretório de políticas editoriais das revistas científicas brasileiras (Diadorim), a incorporação das classificações Qualis Periódicos, a criação de novos metadados para serviços de indexação e indicadores editoriais, além da publicação das diferentes versões do padrão de metadados do Miguilim. Essas ações contribuíram para fortalecer a qualidade, a padronização e a interoperabilidade dos registros do diretório.
Outro destaque é o trabalho permanente de atualização dos registros, realizado em parceria com editores e gestores de portais de periódicos, bem como as iniciativas de capacitação e disseminação do Miguilim, incluindo a realização do workshop "Fortalecimento das revistas científicas brasileiras: uso estratégico do Diretório Miguilim", apresentado durante o XXIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, em 2025.
Ao reunir seis anos de desenvolvimento em um único documento, o histórico permite acompanhar a consolidação do Miguilim como uma infraestrutura nacional de informação científica dedicada à editoração científica brasileira. Além de registrar a evolução da plataforma, o documento reforça o compromisso do Ibict com a transparência, a melhoria contínua de seus serviços e o fortalecimento das infraestruturas de Ciência Aberta.
“O Diretório Miguilim foi criado para e com os editores e membros de equipes editoriais das revistas científicas brasileiras. A disponibilização do histórico de ações tem por objetivo demonstrar como o sistema tem sido aperfeiçoado ao longo do tempo, além de possibilitar que os dados do Diretório possam ser utilizados para a realização de pesquisas sobre o universo editorial brasileiro”, afirma Fhillipe Campos, bolsista do Ibict.
Acesse o histórico
O documento Histórico de Ações – Diretório das Revistas Científicas Eletrônicas Brasileiras (Miguilim) – 2020–2026 está disponível para consulta e apresenta, em ordem cronológica, os principais avanços implementados pela equipe do projeto desde sua criação.
Acesse em:miguilim.ibict.br/static/pages/Historico_de_acoes_da_equipe_miguilim.pdf