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Censipam participa de Reunião Estratégica Sobre Eventos Climáticos Extremos em Rondônia
Porto Velho (RO), 13/02/2026 – O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), em Porto Velho, esteve presente na sede do Ministério Público de Rondônia, no dia 30 de janeiro, para a quarta reunião de alinhamento sobre eventos climáticos extremos no estado. O foco principal do encontro foi a análise do cenário de cheia na bacia do Rio Madeira.
Como instituição especializada em monitoramento e prognóstico ambiental na Amazônia, o Censipam teve um papel de destaque na abertura dos trabalhos, apresentando seu produto principal para o contexto: o prognóstico climatológico e hidrológico para a bacia do Rio Madeira nos próximos meses.
O gerente regional, Caê Moura, destacou a importância da contribuição institucional. “O Censipam sempre é incitado a participar e também ser o primeiro a abrir as falas, trazendo o seu produto principal neste contexto, que é o prognóstico climatológico e hidrológico para a bacia do Rio Madeira nos próximos meses. O órgão tem essa vocação de análises qualificadas que embasam a tomada de decisão de gestores, atores públicos e privados”, afirmou.
Durante a apresentação, a equipe do Censipam detalhou o cenário hidrológico atual, indicando a possibilidade de ultrapassagem da cota de inundação do Rio Madeira, estabelecida em 17 metros. Foi reforçado, no entanto, que a região do baixo Madeira, em Porto Velho, costuma ser impactada por inundações antes mesmo de atingir essa marca crítica, um cenário que já está sob monitoramento contínuo.
Além do prognóstico de cheias, os meteorologistas do Censipam apresentaram uma análise precoce das temperaturas da superfície do oceano. Os dados indicam a consolidação de uma anomalia térmica positiva, apontando para a possível ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026.
“Foi informado o cenário de possível ultrapassagem da cota de inundação e a indicação de uma anomalia térmica positiva, ou seja, um fenômeno de El Niño para o segundo semestre deste ano. Então temos um cenário de cheia não alarmante, porém com a possibilidade de transbordamento, além de possível seca para o segundo semestre”, explicou Caê Moura.
A reunião contou com a presença de diversos órgãos estaduais e federais, que compartilharam as ações em andamento para a mitigação dos efeitos das cheias. O encontro reforçou a importância da integração entre as instituições para a gestão de riscos e respostas a desastres naturais.
Por Maria Clara Gomes sob supervisão de Cleber Ribeiro com informações de Fernando Ivson
Fotos: CR-PV
Coordenação de Comunicação Social
Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia
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