Programa de Observação do Céu no MAST: lazer e ciência para os visitantes

- No POC é possível ver os astros por meio de dois telescópios
O Programa de Observação do Céu (POC) do MAST, uma das atrações mais tradicionais do Museu, presente desde a sua fundação, retornou no último sábado (28), depois de uma pequena interrupção. Ao longo das últimas décadas, o POC tem atraído visitantes de todas as idades. São curiosos interessados em conhecer o acervo do Museu, com centenas de objetos científicos, e visualizar, em telescópios digitais, o planeta Júpiter e as crateras da lua.
Chegando no MAST, o visitante pode desfrutar do passeio no vasto gramado que cerca o edifício histórico do Museu, o casarão amarelo de 1920, onde é mantida a exposição permanente. No campus, é possível conhecer ainda o conjunto astronômico de lunetas que, espalhadas em pavilhões de observação, estão voltadas para os oito planetas do sistema solar.
Dentre todas as lunetas, duas ganham merecido destaque: são as "equatoriais", de 21 e 32cm, que se destacam por fazerem parte do conjunto arquitetônico da parte mais alta do campus e estão instaladas em pavilhões com cúpulas móveis. A de 21 cm foi Adquirida da Casa Gustav Heyde (Alemanha), em 1910, e opera com montagem equatorial para acompanhar o movimento da Terra. Já a de 32 cm foi instalada em 1915 e sua cúpula possui sistema elétrico de cremalheira (barra de ferro dentada).
Lua e Júpiter
A astrofísica Patrícia Spinelli, da Coordenação de Educação do MAST, lembra que embora não estejam mais em uso, por estarem integradas ao patrimônio do museu, tais lunetas são uma atração à parte para quem deseja conhecer como eram feitas as observações astronômicas até o século passado.
Patrícia destaca ainda que no MAST os visitantes podem ser acompanhados por mediadores, que vão narrar a história da Astronomia no Brasil, desde os primeiros anos.
Também astrofísico, Eugênio Reis Neto lembra que os visitantes podem ainda observar Júpiter e a lua através de dois telescópios digitais distintos. O primeiro, de 11 polegadas, permite uma vista detalhada do planeta, embora ele esteja situado a uma distância de 778 milhões de quilômetros.
Já o segundo telescópio, de cinco polegadas, levará o visitante a conhecer as crateras da lua, algumas delas batizadas com nomes de mulheres. Entre as homenageadas estão Valentina Tereshkova (a primeira mulher a ir ao espaço, em 1963) e Marie Curie, que visitou o Brasil em 1926 e aos 59 anos havia conquistado dois prêmios Nobel. Infelizmente, as crateras com nomes de cientistas (apenas 2% do total) estão localizadas no chamado "lado oculto da lua".
Como chegar ao MAST
O MAST está localizado na Rua General Bruce 586, no Bairro Imperial de São Cristóvão, em uma área compartilhada com o Observatório Nacional.
Qualquer transporte público que pare no entorno do Campo de São Cristóvão vai deixar o visitante nas proximidades do museu. Neste caso, ele poderá acessar o campus pela Rua Leonor Porto ou, caso desça na Rua Bella, chegará andando pela Rua General Bruce. Uma opção para quem quer vir de trem ou metrô, é pegar o ônibus da linha 209 (Caju X Candelária) na estação de São Cristóvão, ao lado da Quinta da Boa Vista.
Para chegar ao museu de carro, o visitante poderá estacionar ao longo da Rua General Bruce, paralela à Rua Campo São Cristóvão, cujo acesso se dá pela Rua Esberard.
Dias e horários
O Programa de Observação do Céu acontece aos sábados e na 3ª quarta-feira de cada mês, das 18h às 20h. Atualmente, o POC conta com a utilização da Carta Celeste do MAST, que está disponível para download.
Bom Programa!