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Lançada a Cartilha Museus Antirracistas
Ampliar, diversificar e integrar a cultura e a história negras aos museus e demais instituições de cultura para expandir o conhecimento. O objetivo ganhou reforço no dia 4 de maio, quando foi lançada a "Cartilha Museus Antirracistas", durante o III Seminário do Programa de Museus Antirracistas. O Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) participou das atividades do Programa e colaborou na construção do documento.
Organizada pelas historiadoras Nayla Oliveira, Janaína Melo e Isabela Orichio, do Instituto dos Pretos Novos (IPN), a Cartilha Museus Antirracistas contém princípios e diretrizes que deverão nortear os museus e as instituições culturais brasileiras no intuito de se tornarem espaços de postura antirracista e de combate ao racismo estrutural e seu processo histórico. O documento tenta modificar uma realidade incontestável na maioria dos museus do país: a ausência da história negra e de sua contribuição.
O Programa teve como público-alvo, além de profissionais de museus e de centros culturais, secretarias de Cultura e Economia Criativa, profissionais de turismo e instituições de pesquisa. Todos eles enviaram representantes para ajudar na elaboração da Cartilha - uma publicação com 67 páginas, contendo propostas e diretrizes de trabalho.
Instituto dos Pretos Novos
Localizado no bairro da Gamboa, no Rio de Janeiro, o Instituto dos Pretos Novos foi criado em 2005. Nove anos antes, no casarão histórico que abriga o Instituto, foi descoberto um grande conjunto de ossadas humanas. Restos mortais de cerca de 30 mil pessoas escravizadas, trazidas ao Rio após cruzarem o Atlântico em condições desumanas. Muitos morriam no percurso e eram enterrados de forma indigna, como ocorria neste local, onde de 1774 a 1830 funcionou o Cemitério dos Pretos Novos. Hoje, o espaço oferece ações educativas e recebe estudantes, professores, pesquisadores e visitantes de todo o mundo.