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PPG-PMUS UNIRIO/MAST alcança “certificação de qualidade” nota 5
Cassiano Albuquerque (UNIRIO) e Helena Uzeda (UNIRIO), em evento do PPG-PMUS UNIRIO/MAST
Museóloga pela Escola de Museologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO); Doutorado em Artes Visuais e Mestrado em História e Crítica da Arte pelo PPGAV – EB / UFRJ, a professora Heleza Uzeda, coordenadora do Programa de Museologia e Patrimônio (PPG-PMUS – UNIRIO / MAST), fala com a Comunicação do MAST sobre a importância da elevação para a nota 5 do Programa de Pós-Graduação.
Comunicação - O que representa a elevação da nota para a classificação 5 do programa de pós-graduação?
Helena Uzeda - Subir no conceito da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) representa, sem dúvida, um reconhecimento institucional de uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC), que normatiza, garante recursos e avalia os programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) e mestrado profissional. A subida da nota de 4 para 5 funciona como uma certificação oficial da qualidade dos cursos de Mestrado e Doutorado, pelo cumprimento de padrões específicos de excelência. Esse reconhecimento, além de valorizar o curso aos olhos de seus docentes e discentes, gera confiança aos que buscam cursar pós-graduação na área.
C - Este patamar é classificado como um importante grau de excelência. O que pode mudar nos cursos a partir deste novo status?
HU - Sempre após uma avaliação como essa que nos levou à nota 5 – que avaliou todo um quadriênio, no caso de 2021 a 2024, analisando diferentes ações e atuações de seus participantes – a orientação é sempre: manter o que está dando certo e sendo bem avaliado, tentando melhorar o que ainda pode ser aprimorado. Entre essas novas demandas está o desejo demonstrado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em realizar um DINTER (Doutorado Interinstitucional) com o PPG-PMUS – um DINTER só pode ser oferecido quando o Programa atinge a nota 5. O DINTER expandiria a realização de dois MINTERs (Mestrado Interinstitucional) realizados pelo PPG-PMUS com alunos da UFPE. Uma turma de Mestres na UFPE já foi titulada e, no momento, estamos no segundo Minter PPG-PMUS – UFPE com 12 alunos.
C - Fale sobre a qualidade acadêmica nesta classificação? O que podemos destacar?
HU - Os quesitos de avaliação são bem amplos e se distribuem em três eixos: 1 – Programa; 2 – Formação; 3 - Impacto na Sociedade. Em todos os três o PPG- PMUS recebeu a nota máxima (100.0 = Muito Bom). Praticamente a totalidade dos itens receberam nota máxima, entre os quais: qualidade do corpo docente; planejamento estratégico do programa; políticas afirmativas de inclusão, permanência e acessibilidade; atuação dos egressos do programa; qualidade das atividades de pesquisa e da produção intelectual do corpo docente; impacto e caráter inovador da produção intelectual; impacto econômico, social e cultural do Programa.
C - É possível que este novo status gere mais recursos em forma de investimentos para a instituição? Se sim, o quanto isso é importante?
HU - Sim. A nota da CAPES é, entre outros critérios, um fator determinante para a quantidade de recursos recebidos pelos Programas, o que é feito por meio da Verba PROAP (Programa de Apoio à Pós-Graduação), com a qual publicamos anualmente um livro, realizamos eventos e fornecemos passagens a docentes e auxílio financeiro a discentes apresentarem trabalhos em encontros em outros estados e, por vezes, países.
C - Os programas mais bem avaliados costumam atrair mais candidatos e também tem repercussão na chamada “nota de corte”. Já há uma estimativa sobre estes novos números? O que podemos falar sobre isso?
HU - Sem dúvida, uma nota maior repercute na procura pelo Programa, o que no caso do PPG-PMUS já ocorria em relação ao Doutorado, em função de sermos o único curso de Pós-Graduação no Brasil, e mesmo na América do Sul, a oferecer curso de Doutorado. Em relação a uma “nota de corte”, diferente do que acontece e concursos como o ENEM, em nossos processos seletivos há número de vagas determinado (20 vagas para Mestrado e 15 para Doutorado). O que esperamos é que ocorra um aumento no número de candidatos e precisamos nos preparar para isso.
C - A Museologia, como mercado de trabalho, tem evoluído em que nível? O que os candidatos a exercer ofício nesta atividade podem esperar?
HU - A profissão de museólogo no Brasil foi regulamentada por Decreto, em 1985, sendo o exercício profissional do museólogo regulamentado pelo Conselho Federal de Museologia (COFEM). O diploma de Mestre e Doutor em Museologia permite, além da atuação como profissional da área, o exercício de trabalhos diversos na área cultural, em cargos de gestão, em docência, assim como garante uns bons pontos no currículo quando da participação de concursos públicos em diferentes áreas do conhecimento. Com a valorização da área cultural, ser portador de diploma de Pós-graduação em Museologia e Patrimônio significa, certamente, uma qualificação diferenciada.
C - Qual a importância do MAST e PPG-PMUS nesta conquista?
HU - O PPG-PMUS da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) uniu-se desde sua criação, por meio de um Acordo de Cooperação, ao Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), formando uma parceria profícua, unindo uma universidade a um Museu, buscando fornecer capacitação profissional de alto nível com a criação de um curso de Mestrado (2006) e de Doutorado (2011), com a experiência prática do museu se unindo à reflexão acadêmica, ampliando os conhecimentos sobre Museologia e Patrimônio e permitindo oportunidade real de aprofundamento acadêmico e prático nas questões inerentes ao campo. A opção pelo modelo de Associação entre o PPG-PMUS / UNIRIO e o MAST possibilitou ao PPG-PMUS a implantação de uma infraestrutura administrativa e acadêmica compartilhada, assim como seu corpo docente partilhado, o que permite a realização de ações integradas com especialistas em Museologia e Patrimônio.