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Biblioteca Henrique Morize completa 40 anos
O Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) programou, para 9 de abril, evento de comemoração dos 40 anos da Biblioteca Henrique Morize (BHM). O evento vai promover uma mesa redonda com as quatro chefias e uma coordenadora que passaram pela Biblioteca, todas mulheres, que farão uma reconstrução histórica da existência da biblioteca e, ao mesmo tempo, contar como esse processo contribuiu para suas trajetórias profissionais. São elas: Lucia Lino, Vania Araujo (Coordenadora de Documentação e Arquivo), Eloisa Helena Almeida, Samantha Pontes e Cristiane Oliveira. O encontro ocorrerá das 10h às 12h30, no Auditório do Prédio Anexo. No hall da biblioteca, haverá uma mostra fotográfica e de vídeos-depoimentos de usuários bolsistas, ex-servidores e de quem trabalhou na biblioteca ou contribuiu para a sua formação.
A formação do acervo bibliográfico da BHM teve início em 1984, com o Projeto Memória da Astronomia no Brasil e Ciências Afins (PMAC), que foi o ponto de partida para a criação do MAST. Desde então, a biblioteca se especializou em temas como história da ciência, educação e divulgação da ciência, preservação de acervos e museologia, alinhando-se à missão da instituição para acesso e disseminação da história da ciência no Brasil.
Cristiane Oliveira, atual Chefe do Serviço de Biblioteca e Informação Científica (SEBIC), observa que a biblioteca desempenha um papel fundamental na preservação de registros que apoiam pesquisas, oferecendo um acervo significativo em história da ciência, museologia e patrimônio histórico, e educação e divulgação de ciências. Desde 2006, com a introdução de cursos de mestrado em Museologia, e em 2009, com especialização em Preservação de Acervos (atual Mestrado Profissional em Preservação de Acervos de Ciência e Tecnologia) no MAST, a biblioteca incorporou dissertações e trabalhos de conclusão de curso de alunos. Durante esse período, recebeu o acervo da Academia Brasileira de Ciências, além de outras coleções especiais, como a da educadora Erika Zimmermann.
Até então funcionando no segundo andar do prédio histórico no campus, foi em novembro de 2015 que a biblioteca ganhou um prédio próprio, quando passou a ser chamada de Biblioteca Henrique Morize, em homenagem ao cientista Henrique Charles Morize – engenheiro industrial, geógrafo e engenheiro civil francês, naturalizado brasileiro. Primeiro presidente da Academia Brasileira de Ciências e fundador da física experimental brasileira, Henri foi diretor do Observatório Nacional entre 1908 e 1929.
"Os desafios futuros estão relacionados às transformações digitais, sobretudo na forma como nos informamos e como nos relacionamos com os livros. Nesse sentido, é preciso criarmos espaços digitais com informação estruturada, atualizada e sistematizada a fim de complementarmos a atuação a BHM física na preservação e curadoria da informação", ressalta a chefe do SEBIC.
Ela destaca que o evento de comemoração dos 40 anos da BHM é relevante porque as bibliotecas, de maneira geral, são verdadeiros centros de aprendizado e interação, desempenhando um papel fundamental no desenvolvimento e na produção de conhecimento.
"Elas representam um espaço crucial para a democratização do saber, permitindo a transformação do conhecimento que se encontra consolidado. Celebrar 40 anos de contribuição à preservação da memória da ciência brasileira é, portanto, um marco significativo. De igual maneira, é um momento para homenagear todas as pessoas que ajudaram a construir essa trajetória que continua a se desenrolar", conclui Cristiane Oliveira.