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IPEN 70 ANOS: um novo avanço na produção do combustível nuclear
O ano de 1973 marcou mais um importante avanço na trajetória do então Instituto de Energia Atômica (IEA), atual IPEN, com a inauguração da usina piloto de tetrafluoreto de urânio (UF-4). Em 12 de novembro de 1973, a usina piloto foi inaugurada com a presença do presidente da República à época, Emílio Garrastazu Médici. A cerimônia simbolizou um importante avanço na produção de combustível nuclear no país, baseada em tecnologia projetada e desenvolvida pelo próprio Instituto.
A produção de combustível nuclear avançava mediante tecnologia projetada e desenvolvida no país. Com isso, obteve-se o primeiro lote de UF-4 de modo contínuo. O tetrafluoreto de urânio é um composto essencial para a fabricação do combustível utilizado em reatores nucleares.
Na mesma ocasião, também foram inaugurados o Laboratório de Cerâmica Nuclear e o edifício de Processamento de Dados, ampliando a infraestrutura de pesquisa e de apoio às atividades científicas do Instituto. Os novos espaços reforçaram a capacidade do IEA de integrar desenvolvimento tecnológico, produção e inovação.
Ainda no começo dessa década, destaca-se o desenvolvimento da área de proteção radiológica, conforme recomendações de sociedades científicas internacionais. No IEA, organiza-se uma coordenadoria de Ciência e Tecnologia dos Materiais sob a responsabilidade de Shigueo Watanabe. A área desenvolveu projetos de dosimetria das radiações, crescimento de cristais iônicos e propriedades óticas, elétricas e magnética de materiais.
Referências:
GORDON, Ana Maria Pinho Leite. Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, 1956-2000: um estudo de caso à luz da ciência, da tecnologia e da cultura brasileira. 2003. Tese (Doutorado em História) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.
LINARDI, Marcelo (org.). O IPEN e a inovação tecnológica: passado, presente e futuro. São Paulo: SENAI-SP, 2016. (Inovação e tecnologia).
