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IPEN 70 ANOS: o início do Centro de Radiofarmácia
A construção do Centro reforçou o compromisso do IEA com o fortalecimento da medicina nuclear no Brasil, criando condições para ampliar as atividades de pesquisa, desenvolvimento e produção de radiofármacos. O investimento também preparou o Instituto para os avanços que marcariam essa área estratégica nas décadas seguintes.
Em entrevista concedida em maio ao IPENPOD, podcast oficial do IPEN, Elaine Bortoleti de Araújo, atual coordenadora de Radiofarmácia do IPEN, ressaltou a importância da instituição e do Centro de Radiofarmácia no desenvolvimento da medicina nuclear do Brasil.
“O radiofármaco é uma das ferramentas de trabalho da medicina nuclear. Sem o radiofármaco, não existe medicina nuclear. Então, para que essa medicina nuclear pudesse se desenvolver e ser implantada no Brasil, foi preciso que um instituto público, como o IPEN, assumisse esse desafio. E o IPEN é a instituição pioneira no Brasil no desenvolvimento e na comercialização de radiofármaco. E isso foi imprescindível para o desenvolvimento da medicina nuclear do Brasil. O IPEN, desde a década de 1950, produz e distribui radiofármacos com o compromisso de atender a todo território nacional”.
Referências:
GORDON, Ana Maria Pinho Leite. Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, 1956-2000: um estudo de caso à luz da ciência, da tecnologia e da cultura brasileira. 2003. Tese (Doutorado em História) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.
Consulta às edições da Revista Órbita.
IPENPOD - Episódio "Centro de Radiofarmácia: ciência e tecnologia a serviço da vida", de 22/05/2026.
