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IPEN 70 ANOS: a consolidação da Metalurgia Nuclear

O ano de 1965 marcou a inauguração oficial das instalações da Divisão de Metalurgia Nuclear do então Instituto de Energia Atômica (IEA), atual IPEN. Realizada em 16 de junho, a inauguração representou a consolidação de um projeto que vinha sendo estruturado desde 1960, quando especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) colaboraram com o Instituto no planejamento da nova divisão.
Voltada ao desenvolvimento da tecnologia de fabricação de elementos combustíveis para reatores de pesquisa, a Divisão desempenhou papel estratégico no fortalecimento das capacidades nucleares do país. Até a conclusão de suas instalações próprias, suas atividades eram realizadas de forma provisória em espaços cedidos por outras áreas do Instituto, com apoio técnico específico da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
Sob a liderança do professor Tharcísio Damy de Souza, da Escola Politécnica da USP, a Divisão apresentou avanços significativos em poucos anos. Alguns nomes pioneiros nessa área devem ser mencionados, como os engenheiros Helinton Motta Haydt, Egberto Gentile , José de T. Capocchi, Sebastian H. L. Cintra e Ernesto C. Pucchini. Conforme registrado pela CNEN, foram desenvolvidas as técnicas necessárias para a fabricação dos elementos combustíveis do reator Argonauta, do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN). Em dezembro de 1964, seis elementos combustíveis completos de urânio enriquecido foram entregues para a produção de um total de 102 placas combustíveis.
Em novembro de 1965, a Divisão também concluiu a entrega dos elementos combustíveis destinados à Unidade Subcrítica RESUCO, da Universidade Federal de Pernambuco. Esses resultados evidenciaram a rápida evolução da Metalurgia Nuclear no Instituto e sua contribuição para o desenvolvimento da tecnologia nuclear brasileira durante a década de 1960.