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IPEN 70 ANOS: 1968, o ano que eletrizou o mundo, viu conclusão da usina piloto de purificação de urânio
Ano de 1968 foi daqueles que valem por uma década. A quantidade de eventos políticos, culturais, sociais e esportivos marcou uma geração inteira e redefiniu conceitos - e ensejou o estabelecimento de novos, muitos dos quais vigoram até hoje.
Nos Estados Unidos, os protestos contra a Guerra do Vietnã só encontraram paralelo, em nível histórico de importância, com o assassinato de Martin Luther King. As revoltas de maio, na França, lideradas por estudantes, levaram as massas às ruas, a exemplo do que fez a passeata dos 100 mil, no Brasil, contra o regime militar. No esporte, o protesto dos Panteras Negras nos Jogos Olímpicos do México, com luvas pretas e punhos cerrados, pôs as reivindicações pelos direitos civis e contra o racismo no holofote global.
Em meio a tanta turbulência, o IPEN consolidou a conclusão da usina piloto de purificação de urânio, em São Paulo. O aparato foi pioneiro ao permitir o processamento de concentrados minerais para a produção de compostos de urânio com pureza nuclear.
A usina piloto comprovou o processo ensaiado em escala de laboratório, cujo objetivo era a obtenção de urânio puro para experimentação geral dentro do ciclo do combustível. A partir de 1969, a usina entrou em operação rotineira já no ano seguinte.
Com o advento da usina, o Brasil se pôs em condição de dominar o ciclo completo do combustível, o que conseguiu na década seguinte. Atualmente, é essa técnica que possibilita o enriquecimento de urânio em território nacional.