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COMPRAS PÚBLICAS
MGI destaca compras públicas como motor do desenvolvimento no lançamento do Catálogo da Base Industrial de Defesa
Ministra Esther Dweck, durante lançamento do Catálogo de Produtos da Base Industrial de Defesa (BID), no Ministério da Defesa. Foto: Adalberto Marques/MGI.
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) reforçou o papel estratégico das compras públicas como instrumento de desenvolvimento econômico, social e tecnológico durante o lançamento do Catálogo de Produtos da Base Industrial de Defesa (BID), realizado pelo Ministério da Defesa. A ministra Esther Dweck participou da cerimônia e destacou a convergência entre as políticas do MGI e o fortalecimento da indústria nacional.
Segundo a ministra, o catálogo representa mais do que uma vitrine de produtos: trata-se de uma política de Estado capaz de ampliar a autonomia do país. “O catálogo hoje apresentado vai muito além de um instrumento informativo. Ele dá visibilidade, previsibilidade e segurança jurídica para que o governo possa adquirir, em condições especiais, soluções brasileiras essenciais para a defesa e soberania”, afirmou.
A iniciativa, conduzida pelo Ministério da Defesa, reúne capacidades da indústria nacional em áreas estratégicas e será utilizada como ferramenta de promoção comercial no Brasil e no exterior. Para o MGI, no entanto, o impacto vai além do setor de defesa, alcançando diretamente a agenda de desenvolvimento sustentável liderada pelo governo do Brasil.
Desde o início da atual gestão, o MGI tem defendido e atuado para reforçar o uso do poder de compra do Estado como indutor de desenvolvimento. A ministra destacou que setores como defesa e saúde já demonstram, na prática, como contratações públicas podem fortalecer cadeias produtivas, estimular a inovação e gerar empregos qualificados. “Temos trabalhado, por determinação do presidente, para fazer das compras públicas um instrumento de desenvolvimento. E o setor de defesa é uma referência nesse sentido”, ressaltou.
Essa diretriz foi consolidada com a instituição da Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável, que orienta o uso estratégico das aquisições governamentais. Nesse contexto, iniciativas como o catálogo da BID ampliam a capacidade do Estado de planejar e executar políticas públicas alinhadas à soberania nacional.
A participação do MGI no Comitê Misto da Indústria de Defesa, agora com direito a voto, foi destacada pela ministra como um avanço na integração entre os órgãos de governo. A medida fortalece o alinhamento institucional e contribui para o aprimoramento dos marcos normativos e da eficiência nas contratações públicas. “Essa cooperação permite um diálogo permanente, essencial para aprimorar marcos normativos, dar mais eficiência nas contratações e assegurar que as políticas públicas caminhem numa mesma direção”, afirmou.
A ministra também chamou atenção para a ampliação do conceito de soberania, que passa a incluir áreas civis estratégicas, como infraestrutura digital, sistemas de informação, energia e cibersegurança. "No contexto atual, as contratações civis, inclusive na área de defesa, também têm papel decisivo na soberania nacional”, disse.
A Base Industrial de Defesa brasileira já demonstra relevância significativa para a economia nacional. O setor reúne cerca de 80 empresas exportadoras, atua em mais de 140 países e registrou, em 2025, um recorde de US$ 3,1 bilhões em autorizações de exportação — crescimento expressivo nos últimos anos.
Além disso, responde por 3,49% do Produto Interno Bruto (PIB) e por quase 3 milhões de empregos diretos e indiretos. O potencial de expansão, no entanto, é ainda maior. Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a substituição de apenas 30% das importações na área de defesa e segurança pode gerar 226 mil empregos e um impacto de R$ 29,5 bilhões no PIB.
Durante o evento, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou o crescimento expressivo das exportações do setor e o papel da indústria de defesa no desenvolvimento nacional. “Uma indústria de defesa forte é um seguro para a nação e um motor para a nova indústria brasileira”, afirmou, ao ressaltar o avanço das exportações, que saltaram significativamente nos últimos anos.
Já o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, enfatizou o caráter estratégico da iniciativa. “Este catálogo registra a competência e a qualidade dos produtos de defesa brasileiros. A base industrial de defesa no país é um dos pilares da nossa economia e é, logicamente, uma das grandes estruturas de suporte e manutenção da capacidade logística nacional para a defesa do Brasil.”, declarou.
Para o MGI, esses números e posicionamentos reforçam a importância de políticas públicas integradas que utilizem o poder de compra estatal como alavanca para o desenvolvimento nacional.
O lançamento do catálogo ocorre em um momento de aceleração da agenda de inovação no setor. Em fevereiro de 2026, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com a Finep, lançou um edital de R$ 300 milhões voltado a projetos inovadores na Base Industrial de Defesa, com foco na redução da dependência tecnológica externa.
Para a ministra Esther Dweck, o fortalecimento da indústria de defesa é parte essencial de um projeto de país. “Fortalecer a indústria de defesa é fortalecer o Brasil, suas capacidades produtivas, tecnológicas e institucionais”, afirmou. Ao final, ela destacou que o catálogo representa um passo concreto na construção de um Estado mais eficiente e preparado para os desafios contemporâneos. “Que este instrumento contribua para um país mais soberano, com mais inovação, empregos e desenvolvimento sustentável”, concluiu.