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ENGP 2026
Bastidores e inovação do CPNU são tema de palestra no ENGP 2026
Foto: Divulgação/MGI
As etapas e características da realização de um concurso unificado, desde o edital até a alocação das pessoas ingressantes, foram discutidas nesta terça-feira (16/6) no Encontro Nacional de Gestão de Pessoas (ENGP) 2026, em palestra ministrada pela coordenadora de Gestão das Informações e do Conhecimento em Concursos Públicos do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Janice Oliveira Godinho. A atividade destacou a experiência do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), detalhando suas principais inovações e fundamentos teóricos.
Janice iniciou com a apresentação de um panorama dos concursos públicos no Brasil antes do CPNU, quando os processos seletivos eram realizados majoritariamente de forma isolada e fragmentada, com predomínio de concursos com apenas uma fase e ênfase na memorização do conteúdo nas provas, comprometendo a avaliação das habilidades dos candidatos. Além disso, a falta de mecanismos para facilitar o acesso aos processos seletivos favorecia a participação de candidatos com tempo e recursos disponíveis, mas que não necessariamente possuíam vocação para o serviço público. Outra característica do período era a alta judicialização dos concursos.
Para enfrentar esses desafios, o MGI desenvolveu o CPNU, um modelo de seleção inovador, que permite ao candidato e à candidata, com uma única inscrição, concorrer a vagas para diversos órgãos federais. O certame foi estruturado em blocos temáticos que agrupam os cargos conforme os perfis profissionais exigidos. Em cada bloco temático, são avaliados conteúdos específicos, a partir dos eixos de conhecimento, que podem ter pesos diferentes, conforme o cargo ou a especialidade.
O CPNU também incorporou, desde sua concepção, medidas robustas de inclusão e equidade, alinhadas à legislação vigente. Ao reservar 35% do total de suas vagas a ações afirmativas, foi possível ampliar a diversidade no serviço público com o acesso de grupos historicamente sub-representados, o que contribui para a elaboração, a execução e o aperfeiçoamento das políticas públicas.
O certame facilitou ainda o acesso aos cargos públicos, estimulando a participação de pessoas de diferentes regiões e perfis socioeconômicos. Para isso, as provas foram aplicadas em mais de 220 cidades, e não somente nas capitais ou grandes centros, como costumava ocorrer anteriormente.
Janice destacou também outros avanços recentes nos concursos públicos, como o ingresso automatizado. A medida aprimorou a recepção dos novos servidores ao permitir o envio e a análise de documentos de maneira totalmente digital.
Outra iniciativa abordada foi o perfil profissiográfico, utilizado para alocar servidoras e servidores com base em dados. A ferramenta digital cruza os dados do currículo e as respostas a um questionário feito pela pessoa recém-aprovada com os perfis de vagas informados previamente pelos órgãos. O resultado é um Relatório Individual de Subsídio à Alocação, o chamado Risa, que sugere onde aquela pessoa pode ser melhor aproveitada.
A coordenadora também citou o Programa de Desenvolvido Inicial da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), que promove capacitação para novos servidores e servidoras em temas como gestão pública, ética e atendimento ao cidadão.
“O concurso não pode ser considerado simplesmente uma aplicação de provas. Ele deve estar integrado com outras ações e ser um processo para selecionar pessoas, recebê-las, alocá-las e passar as orientações e as diretrizes que serão necessárias para que possam realizar seus trabalhos”, afirmou Janice.
Sobre o ENGP 2026
O 4º Encontro Nacional de Gestão de Pessoas (ENGP) acontece de 16 a 19 de junho na sede do DNIT, em Brasília (DF), com o tema "Transformação do Estado pela Gestão de Pessoas". Promovido pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o maior evento da área no setor público brasileiro busca fortalecer a rede do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal (Sipec) por meio da escuta, da orientação e da construção coletiva entre os órgãos.
O encontro permite que servidoras e servidores de todo o país se atualizem sobre diretrizes, políticas, sistemas e projetos da área, esclareçam dúvidas e conheçam boas práticas de gestão de pessoas. As informações compartilhadas ajudam cada instituição a aprimorar seus processos internos e a fortalecer a gestão de pessoas no Executivo federal.
Saiba mais sobre o ENGP 2026 e confira a programação completa.