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Rede de Universidades Corporativas das Empresas Estatais realiza seminário temático em Brasília
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A Petrobras, no âmbito da Rede de Universidades Corporativas das Empresas Estatais, promoveu, nesta terça-feira (10/2), em Brasília, um encontro de aprendizado voltado a conselheiros de administração e membros de comitês de auditoria estatutária, com foco nos fundamentos da análise de demonstrações financeiras. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, e busca racionalizar esforços e orçamentos destinados à capacitação, ampliando o alcance e a diversidade das ações formativas no âmbito das estatais.
O encontro abordou conceitos centrais da análise financeira aplicados ao contexto das estatais, considerando as especificidades da governança corporativa, da gestão e das responsabilidades atribuídas aos conselhos de administração. A proposta foi fortalecer os conceitos e os aspectos estratégicos da atuação desses colegiados, alinhada às exigências legais e às boas práticas de governança.
“As empresas estatais têm particularidades que fazem com que essas análises sejam ainda mais complexas porque as empresas estatais não têm só o propósito de gerar lucro”, observou o secretário-adjunto de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, Pedro Luiz Costa Cavalcante. “Essas empresas implementam políticas públicas, exploram setores estratégicos e prestam serviços essenciais”, complementou.
O evento foi conduzido em parceria com a Universidade Petrobrás e teve como palestrantes o professor e especialista em comitês de auditoria Corinto Lucca Arruda e Jânio Lima, coordenador da Academia Financeira Universidade Petrobras.
Durante a apresentação, Arruda destacou que o trabalho do comitê de auditoria é contínuo, abrangendo três etapas fundamentais: planejamento, acompanhamento e revisão e recomendação. “O erro mais comum é só olhar as demonstrações financeiras na época da divulgação, e, nesse caso, o comitê fica refém da narrativa”, alertou.
Lima frisou que os conselheiros devem ter uma visão integrada das informações financeiras, buscando conectá-las ao planejamento estratégico e ao propósito ou políticas públicas que estatais contemplam em suas áreas de atuação. “Quem atua como conselheiro, membro dos comitês ou diretor precisa entender a contabilidade como uma linguagem do negócio através da qual a gente enxerga o hoje e o amanhã (ou as possibilidades do amanhã)."
A atividade faz parte do esforço contínuo da Rede para compartilhar iniciativas de aprendizagem, desenvolver ações educativas conjuntas e disseminar boas práticas entre as empresas estatais.
Sobre a Rede de Universidades Corporativas das Empresas Estatais
A Rede de Universidades Corporativas das Empresas Estatais foi instituída em 6 de fevereiro de 2025, por meio da Portaria SEST/MGI nº 895, com o objetivo de estruturar a cooperação entre empresas estatais na área de educação corporativa e desenvolvimento de capacidades técnicas.
A Rede tem como objetivos compartilhar iniciativas de aprendizagem já existentes, desenvolver novas ações educativas presenciais e virtuais, disseminar boas práticas, acompanhar tendências de gestão e os desafios contemporâneos da governança corporativa, além de viabilizar a certificação de profissionais em gestão de empresas estatais. As ações realizadas pelo projeto podem ser reconhecidas para fins de cumprimento das exigências de capacitação previstas na Lei nº 13.303/2016, que estabelece o estatuto jurídico das empresas públicas e sociedades de economia mista.
A adesão das empresas estatais à Rede é voluntária. As empresas participantes assumem o compromisso de colaborar de forma estruturada com o projeto, promovendo o compartilhamento de cursos, treinamentos, palestras e outras iniciativas educacionais, bem como o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre as instituições.