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NAS ENFERMARIAS COVID

HUWC cria Time de Boletim Médico para facilitar a comunicação entre equipe assistencial e familiares de pacientes internados

Publicado em 22/04/2021 16h03 Atualizado em 23/04/2021 08h13
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Paciente Iara em casa com a família
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Presente da familiar de paciente a cada um do Time de Boletim Médico
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Parte da equipe no primeiro dia de funcionamento do Time
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Parte da equipe médica nos contatos com familiares
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Agradecimento de familiares aos integrantes do Time de Boletim Médico
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Paciente Iara com parte da equipe assistencial

O eletricista Gilson Oliveira e a artesã Iara Salgado estiveram internados no Hospital Universitário Walter Cantídio, do Complexo Hospitalar da UFC/Ebserh/MEC, em razão da covid-19. Como as visitas de familiares a pacientes hospitalizados estão suspensas por conta da pandemia, o Time de Boletim Médico foi especialmente pensado para otimizar a comunicação entre a equipe médica e os parentes de usuários como Gilson e Iara, internados nas unidades de enfermaria covid do HUWC.

Conforme explica o chefe da Divisão Médica do HUWC, Samir Magalhães, o trabalho dos profissionais no dia a dia do cuidado com esses pacientes requer uma dedicação intensa, sendo que, em determinadas situações, havia dificuldades em realizar uma comunicação efetiva, que é tão importante para usuários e familiares. Com o Time de Boletim Médico, isso mudou completamente. “O grupo é composto por uma equipe interdisciplinar que preza pelo atendimento humanizado e acolhedor com pacientes e familiares. A equipe é composta diretamente por seis assistentes sociais com dedicação exclusiva e por 35 médicos, recrutados dos ambulatórios que tiveram atividades reduzidas devido à pandemia”, explica, Samir, como o time é composto.

Os médicos são responsáveis pelo contato direto com os familiares e por prestar as informações contidas nos registros em prontuário dos pacientes. Já as assistentes sociais identificam os usuários admitidos no Hospital, realizam a busca dos contatos familiares e fazem as entrevistas sociais, identificando o parente de referência para receber o boletim médico. “Posteriormente, são disponibilizados os contatos dos familiares à equipe médica para realização das ligações. Essa atividade é realizada diariamente, das 13h às 19h, por meio da comunicação entre familiar, Serviço Social, boletim médico e equipe assistencial”, acrescenta Elisalda Gomes, assistente social integrante do Time de Boletim Médico.

Ligações diárias e tranquilizadoras

Débora Marinho é esposa de Gilson. Ele esteve internado na enfermaria do HUWC durante 11 dias. Segundo ela, as ligações feitas diariamente eram tranquilizadoras. “Quando eu recebia os telefonemas, ficava sempre animada. E outra, o atendimento do Serviço Social do HUWC não tem igual! Excelentes profissionais! Meu esposo sempre fala que, se as pessoas que morreram por covid-19, tivessem tido o atendimento que ele teve no Hospital Universitário, como suporte de exames, alimentação, fisioterapia e outros, muita gente teria sobrevivido”, reflete Débora.

As vantagens depois da implantação do Time de Boletim Médico não param por aí. Ainda de acordo com o chefe da Divisão Médica do HUWC, o grupo otimizou bastante o trabalho dos médicos ligados à assistência, permitindo que esses profissionais se concentrassem mais diretamente no cuidado aos pacientes. "O Time de Boletim Médico também aproximou médicos do HUWC que não se conheciam, contribuindo para a integração entre os profissionais", acrescenta Samir. Além de contribuir para a viabilização do direito à informação, o Serviço Social, por sua vez, conseguiu focar mais nos direitos sociais do paciente e nos processos de desospitalização. “O boletim médico contribuiu, ainda, para amenizar o sofrimento dos familiares pelo distanciamento social, diminuindo a busca de informações clínicas ao Serviço Social”, finaliza a assistente social Elisalda.

Já em casa, a artesã Iara está retomando, aos poucos, as atividades manuais. Entre elas, a pintura. Atualmente, “pinto máscara para proteger as pessoas contra este vírus malvado (covid-19)”, conta. Iara, que contraiu a doença enquanto tratava um câncer de mama, diz que toda vez que o médico ligava para um dos três filhos era um sopro de esperança para a família inteira, especialmente para o marido, sempre muito ansioso com relação à situação da esposa. “Passavam detalhes do meu quadro com paciência e didatismo. Sempre muito atenciosos. Estive muito mal e tive a sorte de ser hospitalizada no HUWC, que cuidou de mim com muito carinho, amor e competência”, descreve, bastante emocionada.

Sobre a Ebserh

O Hospital Universitário Walter Cantídio, do Complexo Hospitalar da UFC/Ebserh/MEC, faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde novembro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Os hospitais universitários são, por sua natureza educacional, campos de formação de profissionais de saúde. A Rede Hospitalar Ebserh não é responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país, apenas atua de forma complementar ao SUS.

 

Jornalista responsável: Ludmila Wanbergna (MTE 1809)
Unidade de Comunicação Social
Hospital Universitário Walter Cantídio
Complexo Hospitalar da UFC
Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
(85) 9 9265-5460 | 3366.8183