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Conscientização

Especialistas reforçam cuidados para controle da asma e prevenção de crises durante a pandemia

Doença pode se manifestar em qualquer idade. É importante ficar atento aos sintomas e procurar um médico para definir o diagnóstico
Publicado em 04/05/2021 11h55 Atualizado em 06/05/2021 14h12
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Apesar de ser considerada uma doença sem cura, é possível ser controlada

Brasília (DF) - O Dia Mundial da Asma, lembrado nesta terça (4), tem como objetivo conscientizar sobre o controle da asma e prevenção de crises. Em tempos de que vivemos de pandemia, a ação ganha importância ainda maior. Isso porque as infecções virais são causas frequentes das crises e, por isso, pacientes asmáticos devem ficar em isolamento sempre que possível, especialmente os portadores de formas mais graves da doença. 

O alerta é feito por especialistas e pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), considerando que no Brasil a prevalência de asma é de 20% entre os adolescentes, por exemplo, e apenas 12,3% dos asmáticos estão com a doença bem controlada. A SBPT informa que o tratamento deve ser mantido durante a pandemia e recomenda a vacinação do paciente contra a gripe e o pneumococo. Sobre os nebulizadores convencionais, a SBPT não recomenda o uso, por causa de micropartículas que podem carrear o vírus para o pulmão e o ambiente.

“A data é importante para lembrar como a asma fora de controle é potencialmente fatal e pode afetar a rotina das pessoas atrapalhando sono, tendo que ir para pronto socorro, comprometer a vida esportiva, trabalho. Em contrapartida, existem medicações e formas de controlar a doença fazendo com que o portador de asma possa ser até campeão olímpico, se assim quiser”, ressalta o pneumologista Agostinho Neto, do Hospital Universitário Lauro Wanderley. A unidade hospitalar recebe pacientes das unidades básicas de saúde e atendem pacientes para diagnóstico. “Essas informações da doença têm que ser apresentadas para não normalizarem como algo penoso e impossível de levar e, ao mesmo tempo, não subestimarem”, completa o profissional.

Cuidados e diagnóstico 

“Prevenção, vacinação e controle das crises são medidas fundamentais para esta população”, destaca a chefe do Serviço de Pneumologia do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), a pneumologista Elaine Cristina Caon de Souza. 

A unidade, que faz parte da Rede Ebserh/MEC, oferece atendimento ambulatorial e exames para pacientes com asma. O serviço é realizado por uma equipe especializada e os pacientes chegam ao hospital após consulta na rede básica de saúde, ou seja, é preciso ser encaminhado via Serviço de Regulação (Sisreg). 

Realidade semelhante à do Hospital Universitário Alcides Carneiro (Huac/UFCG/Ebserh/MEC), que fica em Campina Grande (PB). A instituição recebe pacientes encaminhados pelas unidades básicas de saúde para acompanhar as doenças respiratórias e realizar a espirometria, exame que mede a quantidade de ar que uma pessoa é capaz de inspirar ou expirar a cada vez que respira, e que é essencial para diagnósticos e definir tratamentos. O diagnóstico é feito por meio da identificação dos sintomas característicos, do exame físico, por exames de função pulmonar, como a espirometria, bem como exames de sangue, testes alérgicos e exames de imagem, como radiografia, todos definidos de acordo com o perfil e evolução da doença.

Camila Costa, pneumologista da unidade, reforça a importância do diagnóstico e, principalmente, da continuidade do tratamento.

“A maioria dos pacientes, a depender da gravidade da doença, precisa de uma medicação preventiva. Mas melhora e aí não continua acompanhando. A asma normalmente vai aparecer nas crises. O tratamento é fundamental para que se continue com uma vida tranquila”, analisa. A profissional ainda ressalta que não há idade para que a doença surja. “A asma alérgica, a que é mais conhecida, costuma aparecer na infância, mas existe asma que pode acontecer até depois dos 50 anos a depender de vários fatores da vida da pessoa como exposição a produtos de limpeza, por exemplo. O importante é fazer acompanhamento caso os sintomas surjam”, completa Camila.

Atendimentos a crianças e adultos em Uberlândia 

Já o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU/Ebserh/MEC), tem dois ambulatórios para tratamento de pacientes com a doença. Crianças são atendidas no Ambulatório de Asma e adultos no ambulatório de Pneumologia. O hospital oferece ainda testes de função pulmonar e de alergias, importantes para o tratamento da doença.

A chefe do Serviço de Pneumologia Pediátrica da unidade hospitalar, Marina Melo Gonçalves, explica que a asma pode se manifestar em qualquer idade. “Existem pacientes que apresentam a doença de forma bastante sintomática na infância, porém as crises param na adolescência ou idade adulta. O contrário também é verdadeiro: adultos que nunca tiveram crises ou sintomas da doença na infância podem apresentá-los posteriormente”, destaca

Saiba mais

A asma é doença inflamatória crônica das vias aéreas que causa falta de ar (dispneia), chiado na respiração (sibilos), sensação de aperto no peito e tosse.  Os sintomas da doença geralmente são desencadeados por alérgenos como poeira, mofo, produtos químicos, alguns medicamentos, stress e uma série de fatores. Apesar de ser considerada uma doença sem cura, é possível ser controlada. Por isso, é importante ficar atento aos sintomas e procurar um médico para definir o diagnóstico. 

Na maior parte dos casos, a doença tem controle por meio de um plano de ação definido junto ao médico e uso de medicamentos preventivos, como os corticoides inalatórios, isolados ou associados a broncodilatadores. 

Pneumologista da Rede Ebserh fala sobre Dia Mundial da Asma: https://www.youtube.com/watch?v=0q7BvKq6z-c&ab_channel=RedeEbserhTV

Coordenadoria de Comunicação Social, com informações da SBPT