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HUAC-UFCG
Especialista do Hospital da Rede Ebserh em Campina Grande (PB) fala sobre cuidados para evitar queimaduras no período junino
Em situações de queimaduras, o atendimento imediato é fundamental. Imagem ilustrativa: freepik.
Campina Grande (PB) – Com a chegada dos tradicionais festejos juninos, o uso de fogos de artifício, fogueiras e outros artefatos explosivos aumenta, o que também eleva o risco de acidentes, principalmente entre crianças e jovens. A cirurgiã plástica do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC-UFCG), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Isis Ismael Lacerda, alerta para os cuidados indispensáveis para evitar queimaduras e orienta sobre o atendimento inicial adequado em caso de acidentes.
Segundo a profissional, “os fogos de artifício e as fogueiras podem representar risco de queimaduras, desde queimaduras simples a mais graves”. Ela reforça que “o uso dos fogos de artifício deve obedecer às instruções do fabricante, serem acesos por adultos ou sob supervisão de adultos, em área aberta, longe de tecidos e materiais que possam pegar fogo”. A cirurgiã ainda alerta para o perigo de tentar reacender um fogo que não funcionou e de juntar fogos de artifício, situações que aumentam o risco de acidentes.
Além disso, ela destaca que as fogueiras estão contraindicadas na zona urbana e só devem ser acesas em locais afastados. “No final das festas, as fogueiras devem ser apagadas com água, porque as brasas cobertas de cinzas são riscos de queimadura, principalmente para as crianças”, explica.
Em situações de queimaduras, o atendimento imediato é fundamental. O ideal é afastar a fonte do acidente, colocar a área queimada em água corrente e fria, envolver com curativo ou pano limpo e procurar o serviço de saúde mais próximo.
Isis Lacerda ressalta que o HUAC oferece tratamento para sequelas tardias das queimaduras, incluindo procedimentos cirúrgicos para correção de cicatrizes. Ela também pontua a importância da prevenção. “Na grande maioria das vezes, as queimaduras são totalmente evitáveis com cuidados simples para reduzir o risco e o sofrimento que esse problema causa”, garante.
A cirurgiã plástica do HUAC explica que as queimaduras são classificadas em três graus, que atingem diferentes camadas da pele e provocam consequências variadas, que vão de leves a muito graves.
Primeiro grau: Afetam a camada superficial da pele. São dolorosas, mas não deixam sequelas.
Segundo grau: Caracterizam-se pela formação de bolhas e são as mais comuns. São dolorosas, podem causar complicações, deixar sequelas funcionais e estéticas e, em casos extremos, levar ao óbito.
Terceiro grau: Atingem todas as camadas da pele, destruindo a pele e estruturas adjacentes. Podem resultar em sequelas graves e irreversíveis. “Geralmente não são dolorosas porque as terminações nervosas são destruídas”, ressalta a cirurgiã plástica do HUAC, Isis Lacerda.
Sobre a Ebserh
O HUAC-UFCG faz parte da Rede Ebserh desde 2015. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde Sugestão de legenda: Os diferentes tipos de alergias trazem impactos no dia a dia do paciente.
Coordenadoria de Comunicação Social da Rede Ebserh