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GESTÃO HOSPITALAR
Ebserh participa de seminário sobre sustentabilidade no SUS
Brasília (DF) – Como garantir que o sistema público de saúde continue sendo um espaço de cuidado e acolhimento para milhões de pessoas? Essa reflexão norteia o Seminário SUStentabilidade no Sistema Único de Saúde (SUS), realizado de 29 a 30 de setembro, no Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília. A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) participou do primeiro dia do evento, com a presença do presidente em exercício, Daniel Beltrammi, que conduziu a mesa “Boas práticas que viabilizam a sustentabilidade do SUS”.
“A sustentabilidade é um objetivo muito almejado, mas agora temos a oportunidade de avançar para o capítulo dos ‘comos’: como fazer, como perseguir essas metas”, anunciou Beltrammi. A mesa discutiu algumas experiências exitosas. “Nosso objetivo foi criar um debate em que possamos analisar os casos e as experiências apresentadas”, pontuou.
Experiências brasileiras ressaltaram diferentes perspectivas de gestão e cuidado. Participaram do debate o consultor em Saúde Pública, Eugênio Vilaça; a sócia-fundadora da Academia Value-Based Health Care (VBHC), Márcia Makdisse; o secretário municipal de Saúde de Uberlândia (Minas Gerais), Adenilson Lima e Silva; e a diretora da Rede de Saúde da Missão Sal da Terra (MSDT), Melyne Serralha Rocha.
Desafios e experiências compartilhadas
Vilaça destacou o desafio das condições crônicas, que são as doenças ou problemas de saúde de longa duração, como o diabetes. “O problema é que o sistema de saúde do mundo inteiro não consegue manejar essas condições adequadamente. Precisamos estruturar redes de atenção, integrar equipes e implementar inovações disruptivas para oferecer um cuidado contínuo, centrado nas pessoas e capaz de enfrentar a multimorbidade e melhorar resultados de saúde”.
Já Márcia pontuou o cuidado baseado em valor como uma estratégia de gestão. “Avançar nessa direção exige liderança comprometida, visão de longo prazo e coragem para transformar a forma como entendemos qualidade, organizando redes, alocando recursos e remunerando o cuidado. O desafio é grande, mas a oportunidade é maior: fortalecer o SUS e entregar saúde de qualidade, equidade e melhores resultados para todos”, disse.
A experiência de Uberlândia também foi compartilhada, com a criação do RegulaUDI para otimizar protocolos e gerenciar vagas na média complexidade. Como explicou Adenilson, “com o modelo baseado no Regula SUS, desenvolvido no Rio Grande do Sul, conseguimos reduzir filas de espera e priorizar pacientes de alto risco. O protocolo garante que cada exame seja direcionado corretamente, assegurando continuidade do cuidado, reduzindo morbidade e mortalidade, e usando os recursos públicos de forma mais eficiente”.
Nessa mesma linha, Melyne destacou a integração da atenção primária com a atenção ambulatorial especializada para reduzir filas de espera em especialidades médicas. “Os resultados foram expressivos: redução de até 92% nas filas e maior resolutividade, cuidado integral e centrado na pessoa”, detalhou.
O seminário é promovido pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com o TCU, o Ministério da Saúde, o Instituto Rui Barbosa (IRB), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Entre os temas abordados, estão os desafios econômicos e financeiros, a eficiência na gestão de redes de atenção e unidades de saúde, além da participação de estados e municípios no fortalecimento da rede pública. Confira a programação completa no site do Ibross - CLIQUE AQUI!
Sobre a Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Andreia Pires, com revisão de Danielle Campos
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh