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Diretora do CTI Renato Archer participa de conferência de mulheres na gestão da Ciência, Tecnologia e Inovação

- Participantes da Conferência Livre Temática Mulheres na Gestão e Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação, em Brasília. Foto: Luara Baggi (ASCOM MCTI)
Juliana Daguano, diretora do CTI Renato Archer, participou na última segunda, 11 de agosto, da Conferência Livre Temática Mulheres na Gestão e Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação, que ocorreu em Brasília, na sede do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O evento fez parte da programação estendida da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (CNPM), organizada pelo Ministério das Mulheres em parceria com o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), que ocorrerá entre 29 de setembro e 1º de outubro.
Daguano compôs mesa com as outras diretoras de Unidades de Pesquisa do MCTI: Silvia Cristina Alves França, do CETEM, Regina Alvalá, do Cemaden, e Márcia Gomes de Oliveira, do INT. Completando a mesa, estavam presentes a chefe da Assessoria do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, Denise Aparecida Carvalho, e, na mediação, Sônia da Costa, diretora de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva do MCTI.
As diretoras compartilharam suas experiências como mulheres em cargos de liderança na ciência e tecnologia, os desafios encontrados ao longo da carreira e suas ações para incentivar a maior presença de mulheres nos espaços de pesquisa e desenvolvimento científicos.
Primeira diretora mulher nos 43 anos de existência do CTI Renato Archer, Juliana Daguano reiterou seu compromisso com políticas inclusivas. “Tenho tentado pautar a história das mulheres, principalmente em posições estratégicas e de liderança”, afirmou. Daguano nomeou Paula Germana Ropelo a primeira mulher diretora substituta da Instituição. Foi durante a sua gestão, no ano passado, que tomou posse a primeira servidora mulher preta do CTI Renato Archer, no cargo de tecnologista. Mas os desafios persistem: apesar de 51% dos bolsistas da Unidade de Pesquisa serem mulheres, no quadro de servidores elas representam apenas 24%.
Discriminação por gênero, obstáculos profissionais e o lugar da maternidade na carreira científica foram alguns dos temas discutidos ao longo da manhã. “Eu fiquei melhor gestora a partir do momento em que eu tive que dividir meu tempo com o cuidado de uma bebê recém-nascida”, ponderou Regina Alvalá, invertendo a percepção sexista que o papel de mãe entraria em conflito com a dedicação e a competência profissionais.
A discussão teve como propósito fornecer subsídios para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas às mulheres na ciência. “A ciência brasileira tem a cara das mulheres; somos maioria nas universidades, nas bolsas de iniciação científica, no mestrado, no doutorado, mas sabemos que essa presença ainda não se reflete nos cargos de liderança, nas bolsas de produtividade, nem em áreas mais estratégicas como tecnologia da informação, engenharias e ciências exatas, onde o percentual de mulheres ainda é pequeno”, discursou a Ministra de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, na abertura da conferência. “A permanência e a ascensão das mulheres esbarra no meio do caminho com o fenômeno da cultura machista; precisamos superar esses entraves que impedem a permanência da mulher na carreira científica”, complementou.
No fim do dia, Clarissa Loureiro, servidora do CTI Renato Archer, foi eleita uma das delegadas que irão levar a pauta das mulheres na ciência e tecnologia à Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, no final de setembro.