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CTI Renato Archer e Fiocruz na produção de próteses cranianas
Um Centro de Referência na produção de próteses cranianas, com grande economia de custos, está em fase de concepção e deverá ser sediado nas instalações do Parque Tecnológico do CTI Renato Archer, que entrou em operação no último mês de abril.
Com um projeto arquitetônico a ser implantado num espaço de 30 mil metros quadrados, o complexo contará com seis lotes de 3 mil metros quadrados cada um. Os recursos financeiros para o primeiro módulo, da ordem de R$ 43 milhões, já foram alavancados junto ao Governo Federal.
Esse primeiro módulo será ocupado pela Fiocruz, que vai desenvolver próteses cranianas e parafusos ortopédicos cranianos personalizados para os pacientes do Sistema Único de Saúde/SUS, a partir do uso de tecnologias de impressão 3D e outras correlatas, para a área da saúde.
Para seguir com esse estimulante desafio foi assinado, nesta quarta-feira (11), um Memorando de Intenções entre o CTI Renato Archer, representado por sua Diretora, Juliana Daguano, e a Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz, representada pelo médico pesquisador Renato Rozental.
O CTI Renato Archer já dispõe de competências técnicas consagradas e amplamente reconhecidas na área de impressão 3D, tendo realizado mais de 7 mil atendimentos em aplicações de moldes e modelos para cirurgias craniofaciais.
Segundo o Dr. Rozental, que também é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o grande mérito dessa iniciativa é que esses produtos devem estar disponíveis para o SUS a um preço quase 10 vezes menor que os praticados no mercado. A título de comparação, cada prótese craniana de titânio importada pode custar R$ 200 mil, enquanto que o futuro produto pode vir a custar entre R$ 15 e 20 mil.
A estimativa de prazo para essa entrega é de 3 anos, a partir da formalização do projeto, já incluído o tempo requerido para a certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA.
Todos os outros espaços do complexo já contam com parceiros definidos, para o desenvolvimento de outros produtos de interesse para a área da saúde como medicamentos e outros itens de interesse para o SUS e hoje indisponíveis na rede pública.
Esse modelo poderá ser replicado em outras localidades, mas é certo que a unidade a ser implantada em Campinas estará capacitada a abastecer todo o país com sua produção de próteses cranianas e parafusos ortopédicos cranianos.
O percurso está apenas começando mas já traz fortes sinais de sucesso, uma vez que o projeto está totalmente focado no atendimento das demandas mais preciosas e urgentes para a sociedade, quais sejam aquelas relacionadas à saúde das pessoas.
Para saber mais veja a matéria do G1: Projeto que une Fiocruz e CTI Renato Archer prevê produção de próteses cranianas até 10 vezes mais baratas para o SUS


