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CTI Renato Archer desenvolve IA em prol de educação mais inclusiva para estudantes com deficiência

- Equipe CTAIE no auditório da SEDPcD; na fila de trás, os servidores do CTI: Filipe Loyola, Fernando Zagatti, Rodrigo Bonacin, Gilson Shimizu e Gilberto Martins.
Uma equipe do Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer marcou presença, na última quinta (9/4), no workshop “Ciência e Inovação para a Inclusão”, no auditório da Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em São Paulo. Realizado pela pasta em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o evento comemorou a inauguração de quatro novos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs), redes de pesquisa dedicadas a criar tecnologias em benefício das pessoas com deficiência.
Capitaneado pelo pesquisador Rodrigo Bonacin, o grupo do CTI Renato Archer que viajou de Campinas à capital faz parte de um dos CCDs inaugurados: o Centro de Tecnologia Assistiva e Inclusão Escolar (CTAIE). Sob coordenação da professora Maria Cecília Martinelli, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o CTAIE vai atuar em três frentes.
O campus de São Paulo da Unifesp irá levantar dados sobre estudantes com deficiência na rede pública de ensino, suas necessidades e as necessidades e desafios dos profissionais de educação.
Paralelamente, o campus de São José dos Campos da universidade vai atuar na criação de recursos pedagógicos acessíveis e no desenho, prototipagam e validação de órteses, próteses e adaptações funcionais, desenvolvidas de forma personalizada a partir do mapeamento das necessidades realizado pelo time do campus São Paulo.
O CTI Renato Archer é responsável pela terceira frente: desenvolver Inteligência Artificial para atuar como ponte estratégica entre a primeira e a segunda linha, isto é, entre o levantamento das necessidades educacionais e o desenvolvimento de soluções personalizadas. A partir da análise de dados realizada por meio da IA, serão concebidas soluções inovadoras.
Mas a participação da equipe do CTI – composta, além de Bonacin, pelos servidores André Regino, Gilson Shimizu, Fernando Zagatti e Filipe Loyola, da Divisão de Metodologias da Computação (DIMEC) –, vai além da mediação: ela permeia todo o projeto, do início ao fim.
O CTI vai ajudar na estruturação do questionário que será aplicado nas escolas, de modo a facilitar a extração de dados para análise. Também irá trabalhar na construção do banco de dados de tecnologias assistivas desenvolvidas pelo time de São José dos Campos. Treinada com os dados obtidos pela primeira linha e com o banco de dados produzido pela segunda, a IA será utilizada na criação de um chatbot acessível aos professores, capaz de oferecer recomendações personalizadas de tecnologias assistivas e estratégias pedagógicas, coerente com a legislação, com as recomendações de profissionais e organizações de saúde e com as necessidades reais de estudantes e professores da rede. Os dados obtidos com o trabalho do CTAIE também podem apoiar a implementação de políticas públicas mais eficazes.
O CTI Renato Archer ainda está presente em outro dos CDCs inaugurados na quinta: o Centro de Pesquisa e Orientação sobre Deficiência Visual (CPODV). Sediado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), o CPODV atua em colaboração com pesquisadores de diversas instituições – entre eles, Fabiana Bonilha, servidora do CTI, cujo trabalho envolve a transcrição para o braille de partituras musicais.