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NORDESTE TEC
IncubaScience completa um ano transformando ciência em negócios inovadores no Nordeste
Incubadora do CETENE/MCTI apoia startups de tecnologia
A IncubaScience, primeira incubadora de deep techs de Pernambuco, celebra seu primeiro ano de atividade transformando pesquisa científica complexa em negócios reais. Programa do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (CETENE), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a iniciativa apoia 10 startups com potencial de impacto econômico e social.
Criada oficialmente em dezembro de 2024, ela foi projetada para aproximar a ciência do mercado, oportunizando crescimento para startups de base científica que atuam em áreas como biotecnologia, nanotecnologia, bioeconomia e computação científica. As startups foram selecionadas através do edital 02/2025 do CETENE.
“Acredito que a implantação da IncubaScience contribuiu com uma mudança de cultura na nossa instituição, focando cada vez mais na inovação. Nós percebemos as pessoas, os cientistas, buscando contribuir para a resolução dos problemas, para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, através da ciência”, avalia o diretor do Cetene, Marcelo Carneiro Leão.
Estruturação e apoio às startups
Durante seu primeiro ano, a IncubaScience viabilizou a organização de processos, ampliou parcerias e fortaleceu o suporte oferecido aos empreendedores. As startups incubadas têm acesso à infraestrutura laboratorial do CETENE, mentorias especializadas e capacitação em gestão da inovação. Para Cláudio Abreu, coordenador da IncubaScience, o trabalho da incubadora faz parte de uma estratégia institucional mais ampla.
"Nosso objetivo é colocar a IncubaScience em pleno voo, posicionando-a como um ator estratégico na cadeia de inovação do Nordeste", afirma. "Construir pontes entre a academia, a ciência e as empresas de base tecnológica faz parte do meu perfil profissional", complementa Abreu, destacando o desafio de conectar os diferentes atores do sistema regional de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Resultados e reconhecimento
A trajetória da NMREC Química exemplifica bem o impacto do trabalho realizado. A startup produz soluções para caracterização molecular de alta precisão, com aplicações em pesquisa científica e no setor produtivo. "Foi por meio da IncubaScience que a NMREC teve acesso à infraestrutura e aos equipamentos de ponta do CETENE, fundamentais para o desenvolvimento de nossas soluções. As mentorias e o ecossistema colaborativo da incubadora foram decisivos para nosso avanço tecnológico", destaca Poli Silva, representante da empresa.
Com uma equipe de seis profissionais, a NMREC já atende mais de 20 empresas e instituições no exterior, com presença em cinco países através de parceria com a Mestrelab Research, da Espanha. A empresa recebeu cerca de R$ 250 mil em investimentos, dobrou sua base de clientes entre 2024 e 2025 e projeta crescimento de 150% em 2026.
O primeiro ano da IncubaScience apresenta outras conquistas significativas. Três startups incubadas foram aprovadas no programa Inova Caatinga – Edição Pernambuco, iniciativa do Sebrae voltada ao fortalecimento da bioeconomia. As empresas AgroBioProtect, ArqueaTec e Semine agora ampliam sua atuação em soluções sustentáveis para o bioma Caatinga.
Perspectivas futuras
Em 2026, o ecossistema de inovação do Nordeste pode esperar por um novo edital da incubadora. Com lançamento previsto para o final do primeiro semestre, a perspectiva é alcançar 20 startups incubadas, de toda região. Esse número é possível graças à maturidade alcançada pela IncubaScience com desenvolvimento do seu manual CERNE para gestão de incubadoras.
Para todas startups, a pretensão é de oferecer a prestação de serviços técnicos especializados, na modalidade multiusuário com uma tabela de custos própria. Outro aspecto importante é o estímulo à prospecção de deep techs focadas nos temas de energias renováveis e inteligência artificial, reforçando a conexão entre a IncubaScience e a vocação do CETENE.