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MONITORAMENTO CLIMATICO
CETENE articula agenda estratégica para enfrentamento à desertificação no Nordeste
CETENE reúne instituições para fortalecer ações integradas de monitoramento climático e combate à desertificação no Semiárido.
O diretor do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (CETENE), Marcelo Carneiro Leão, reuniu-se com representantes do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha (Semas-PE), do Observatório da Caatinga e Desertificação (OCA), da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e da startup SEMINE para alinhar estratégias integradas de combate à desertificação no Semiárido nordestino.
A agenda integrou as ações da CLIMAD – Plataforma Integrada Inteligente para Monitoramento Climático e Combate à Desertificação, iniciativa financiada pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE), no âmbito do edital Desafios.Gov. A plataforma tem como objetivo consolidar dados ambientais e climáticos em ambiente digital interativo, fortalecendo uma abordagem orientada por evidências para monitoramento territorial, produção de alertas e apoio à decisão pública.
Durante o encontro, as instituições discutiram mecanismos para ampliar o monitoramento climático regional, reduzir a vulnerabilidade climática e estruturar uma governança de dados capaz de integrar diferentes bases de informação. A proposta envolve interoperabilidade de sistemas, qualificação de indicadores e geração de inteligência climática aplicada à gestão ambiental e territorial.
A iniciativa está alinhada ao programa CODE-NE, do CETENE, que promove a integração entre ciência, inovação tecnológica e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. O objetivo é ampliar a capacidade de resposta frente aos riscos de degradação ambiental, contribuindo para a preservação e recuperação da Caatinga — bioma exclusivamente brasileiro e estratégico para captura de carbono — e para a melhoria da qualidade de vida no Semiárido.
“O enfrentamento à desertificação exige integração institucional, dados qualificados e ciência aplicada ao território. Estamos estruturando uma agenda colaborativa para transformar informação em ação concreta”, destacou o diretor Marcelo Carneiro Leão.
A articulação consolida uma visão de futuro centrada em inteligência climática, cooperação interinstitucional e fortalecimento das políticas públicas ambientais na região Nordeste.