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Parceria liderada pelo CETENE impulsiona Escola-Fábrica de Energia Solar Social no Nordeste
O Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (CETENE), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), firmou o protocolo de intenções nº 01/2026 com o Instituto de Inovação e Soluções em Sustentabilidade (Instituto i9SOL), fortalecendo a cooperação institucional voltada ao desenvolvimento de soluções integradas em energia sustentável, com foco na inclusão social, geração de renda e universalização do acesso à energia limpa.
A assinatura do protocolo marca uma agenda institucional realizada no CETENE, que também contou com a palestra “Tecnologias associadas ao processamento de painéis solares – Escola-Fábrica Solar”, promovendo o diálogo entre ciência, inovação e modelos sociais de transição energética.
Com vigência inicial de dois (02) anos, o acordo estabelece diretrizes para a construção conjunta de projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico, capacitação e inovação, alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, especialmente os ODS 1 (erradicação da pobreza), 7 (energia limpa e acessível), 8 (trabalho decente e crescimento econômico), 10 (redução das desigualdades) e 13 (ação contra a mudança do clima).
O protocolo de intenções prevê a conjugação de esforços técnicos e institucionais entre o CETENE — instituição científica, tecnológica e de inovação (ICT) da União — e o Instituto i9SOL, organização sediada em Brasília (DF), reconhecida por sua atuação no desenvolvimento de modelos cooperativos e autogestionários de geração de energia renovável, especialmente voltados a comunidades de baixa renda e territórios de relevância ecológica.
Segundo o diretor do CETENE, Marcelo Carneiro Leão, o protocolo está diretamente associado à implementação do projeto Escola Fábrica Solar, desenvolvido em parceria com a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
“A Escola Fábrica Solar é uma iniciativa do CETENE que tem como objetivo formar pessoas, especialmente em situação de vulnerabilidade social, ampliando oportunidades de qualificação profissional e geração de trabalho e renda. Durante o processo formativo, também serão produzidos kits solares, que deverão ser destinados a pequenos produtores e residências de pequeno porte”, destacou.
O diretor ressaltou ainda que o projeto articula ciência, tecnologia e impacto social, em consonância com a missão institucional do Centro.
“Trata-se de uma ação que utiliza o conhecimento científico para promover o desenvolvimento social e econômico do Nordeste, que é um dos objetivos centrais do CETENE”, afirmou.
Evento debate inovação, energia limpa e inclusão social
A assinatura do protocolo de intenções integrou a programação institucional realizada no CETENE nesta sexta-feira (30), que contou também com a palestra “Tecnologias associadas ao processamento de painéis solares – Fábrica Solar”, realizada no Auditório Prof. Ivon Fittipaldi.
A atividade teve início com as boas-vindas do diretor do CETENE, Marcelo Carneiro Leão, que destacou a relevância da cooperação institucional para o avanço de soluções sustentáveis no Nordeste. A palestra foi ministrada pelo professor Villi Fritz Seilert, presidente do Instituto i9SOL, professor e consultor em políticas públicas com atuação voltada a salvaguardas socioambientais.
Em sua apresentação, o palestrante apresentou a Escola Fábrica Solar Social, considerada uma prova de conceito de modelos de produção de painéis solares e de geração comunitária de energia.
“A proposta é formar pessoas das periferias urbanas e da agricultura familiar urbana e periurbana para produzir painéis solares e organizar sistemas de geração de energia, priorizando inicialmente o atendimento às demandas das próprias famílias e comunidades e, posteriormente, a criação de modelos compartilhados de aproveitamento do excedente de energia como fonte de renda”, explicou.
O palestrante também destacou os desafios relacionados aos insumos necessários para a produção dos painéis solares e a importância da capacitação técnica ao longo do processo formativo.
“Além da produção, o modelo prevê que os participantes aprendam a gerenciar os insumos e os processos produtivos, fortalecendo a autonomia técnica e organizacional das comunidades envolvidas”, completou.
A iniciativa reforça o papel do CETENE como espaço de articulação entre ciência, tecnologia e inovação, promovendo soluções sustentáveis com impacto social e alinhadas às demandas do desenvolvimento regional.
