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Cetene defende ‘empreendedorismo científico’ em participação no REC’n’Play 2025
Como transformar a ciência e a inovação em produtos concretos para a melhoria das condições de vida dos brasileiros? Essa foi a principal provocação levada pelo diretor do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), unidade de pesquisa do MCTI, Marcelo Carneiro Leão, durante suas participações na edição 2025 do REC’n’Play.
“Nós vivemos num país profundamente marcado pela desigualdade. Por isso, é essencial que o conhecimento que nós produzimos supere o paradigma de gerar apenas papers científicos e também se converta em PIB. Contudo, essa riqueza, essa prosperidade, precisa ser compartilhada. Precisa contribuir de forma concreta para a superação das desigualdades e para a melhoria da vida das pessoas”, afirmou Marcelo.
O diretor participou de três rodas de conversa, nas quais pôde difundir esse conceito e também detalhar a atuação do Cetene para alcançar esse objetivo. A primeira delas teve como tema: “Bioeconomia e ciências da vida: como a academia e a inovação contribuem para o PIB brasileiro”.
“Nessa pauta, atuamos em pelo menos três frentes: 1) com nossos pesquisadores, como no programa Mata Atlântica; 2) por meio da inovação industrial, já que somos Unidade Embrapii; e 3) com as startups que lidam com essa pauta e estão na nossa incubadora de DeepTechs, a IncubaScience”, resumiu o diretor.
“Referências 50+ no fomento da inovação no Nordeste para o Brasil” foi o tema da segunda palestra. O último debate reuniu representantes da Universidade Federal Rural de Pernambuco, da Finep e da startup AgTech Semine, além do diretor do Cetene, para refletir sobre “Do paper ao PIB: promotor da prosperidade compartilhada”.
Neste último painel, foram destacadas algumas políticas públicas que fortalecem esse movimento. Entre elas, a Nova Indústria Brasil, a partir de algumas de suas missões com foco em cadeias produtivas agroindustriais sustentáveis, indústria da saúde, transformação digital, além dos investimentos feitos pela Finep, com o destravamento dos recursos do FNDCT.
“Nós temos linhas de subvenção econômica que exigem que a empresa tenha parcerias com institutos de ciência e tecnologia. Nossa expectativa é que essas parcerias sejam duradouras e nós acreditamos que, com isso, o know-how da universidade pode chegar à sociedade por meio da interação com as empresas”, explicou a Analista de Fomento da Finep, Rafaelly Fortunado.
Núcleos de inovação (NIT) nas universidades
O Cetene também integrou uma roda de conversa que buscou entender como as principais universidades do Recife estão construindo uma mentalidade empreendedora. O fórum contou com a participação de vários atores que integram o grupo NIT Recife.
“Apresentei como foi o processo de estruturação do Núcleo de Inovação (NIT) do Cetene, a importância de implementar uma cultura de sigilo para permitir traçar as estratégias de transferência de tecnologia da nossa instituição para o setor público e para o setor privado”, resumiu a bolsista da Unidade EMBRAPII BiotecCetene, Daniella de Pádua.