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Workshop na UFRGS discute potencial das terras raras para ciência e inovação
As chamadas terras raras — elementos químicos essenciais para tecnologias estratégicas, como eletrônicos, baterias e energias renováveis — têm ganhado destaque crescente no cenário científico e industrial global. Apesar do nome, esses elementos são relativamente abundantes na natureza; a denominação se deve à complexidade de separá-los, em sua forma pura, dos minerais em que ocorrem.
O Brasil possui, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), a segunda maior reserva de terras raras do mundo, concentrando cerca de 25% dos recursos conhecidos. Nesse contexto, buscando apresentar um panorama atualizado sobre o potencial de mineração, pesquisa e inovação associado a esses elementos, será realizado, no dia 24 de março, o I Workshop de Terras Raras do Rio Grande do Sul: Potencial e Inovação.
Aberto aos interessados, o encontro é resultado de uma iniciativa conjunta dos Institutos de Geociências (IGEO), de Física (IF) e de Química (IQ), da Escola de Engenharia (EE) e do Centro de Microscopia e Microanálise (CMM), todos vinculados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Para fomentar o debate sobre estratégias de pesquisa, exploração e desenvolvimento tecnológico na área, o workshop reunirá especialistas de instituições governamentais, laboratórios especializados e centros de pesquisa dedicados ao estudo, beneficiamento e aplicação desses elementos.
Entre os palestrantes convidados está o pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e responsável pelo Laboratório de Magnetismo Aplicado (LMAG), Rubem Luís Sommer, que apresentará a palestra “Terras Raras no Rio Grande do Sul: novas oportunidades para P, D & I no Estado”.
“O workshop reúne um conjunto de atores para discutir o potencial e as oportunidades que a recente divulgação de jazidas de terras raras no Rio Grande do Sul podem trazer para o estado e o país. Um dos temas importantes é a agregação de valor, caso a mineração das reservas seja desenvolvida. Isso pode trazer muitas oportunidades para P&D e criação de startups e empresas com foco, por exemplo, na fabricação de ímãs de terras raras baseados em NdFeB (Neodímio-Ferro-Boro), um dos mais importantes produtos para a transição energética”, avalia Sommer.
A participação do pesquisador no encontro reforça a atuação do CBPF em temas estratégicos para o avanço científico e tecnológico do país. Ao contribuir para discussões que conectam ciência básica, desenvolvimento tecnológico e potencial industrial, o CBPF mantém sua presença em debates de fronteira, colaborando para a construção de soluções inovadoras em áreas de crescente relevância no cenário global.
Mais informações: https://cloud.cbpf.br/s/3A8JEMMp8JAydNA