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Pesquisador Emérito do CBPF é destaque na Sociedade Brasileira de Física
O pesquisador emérito do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Constantino Tsallis concedeu entrevista ao Boletim SBF sobre a sua teoria da entropia – que teve mais uma importante comprovação publicada no artigo, “Anomalous velocity distributions in slow quantum-tunneling chemical reactions” com coautoria de Christian Beck, diretor do Centro de Sistemas Complexos da Queen Mary University of London. Confira na íntegra a matéria.
Constantino Tsallis sobre os ombros de gigantes
“Se vi mais longe, foi por estar sobre os ombros de gigantes.” Essa é uma célebre frase escrita por Isaac Newton numa carta enviada a Robert Hooke no século 17, no qual explicava que suas descobertas só foram possíveis porque ele pôde se apoiar no conhecimento acumulado por grandes cientistas antes dele, como Galileu Galilei, Johannes Kepler, René Descartes e, até mesmo, Copérnico. Se foi uma ironia destinada a Hooke, seu desafeto declarado, ninguém sabe responder. Observando pelo lado filosófico dos caminhos da ciência, é um exemplo muito bonito de reverência a todos que o antecederam.
É com essa mesma reverência que Constantino Tsallis, pesquisador Emérito do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), se refere aos seus mestres, especialmente agora, que a sua q-entropia conquistou mais uma importante comprovação, cujos dados estão no artigo Anomalous velocity distributions in slow quantum-tunneling chemical reactions, publicado no dia 25 de março no periódico Physical Review Research / Letters em coautoria com Christian Beck, diretor do Centro de Sistemas Complexos da Queen Mary University of London.
No novo trabalho, a famosa teoria da q-entropia, idealizada em 1985 em um Congresso no México, mas publicada somente em 1988, agora é comprovada em reações químicas peculiares, nas quais as leis no quadro da mecânica estatística de Bolztmann-Gibbs falham. “Na minha sala no CBPF eu tenho a foto de três grandes físicos: Boltzmann, Einstein e Galileu. Essa minha teoria não se opõe de jeito nenhum à teoria de Boltzmann. Inclusive, eu tirei fotografia do túmulo de Boltzmann, fiz um quadro para mim e fiz um outro quadro que dei de presente ao professor Silvio Salinas, da USP”, conta Tsallis, em entrevista ao Boletim SBF.
Leia a matéria na íntegra: https://www.sbfisica.org.br/v1/sbf/constantino-tsallis-sobre-os-ombros-de-gigantes/
