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MCTI comemora o Ano Internacional da Ciência e da Tecnologia Quântica com ciclo de webinars
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, no dia 4 de setembro, um ciclo de webinars sobre o Ano Internacional da Ciência e da Tecnologia Quântica para disseminar, popularizar e dar visibilidade às diversas iniciativas nacionais relacionadas ao tema.
Organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec), o ciclo conta com 11 episódios disponíveis no canal do YouTube do MCTI que exploram diferentes conteúdos da Ciência e Tecnologia Quântica, como computação, informação, sensoriamento, instrumentos e materiais quânticos, além de temas que envolvem habilidades e competências para o sucesso no mercado de trabalho.
Confira a lista de convidados e de webinars:
- Luiz Davidovich, professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC) – “2025, O Ano Quântico Tecnologias Quânticas, Origens e Desafios”.
- Amir Ordacgi Caldeira, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Membro da ABC – “Dispositivos quânticos: dos bits aos qubits, ciência ou ficção?”.
- Ivan Oliveira, pesquisador sênior do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) – “Tecnologias Quânticas e seus impactos nas nossas vidas”.
- Gustavo Wiederhecker, professor da Unicamp – “Cenário das Tecnologias Quânticas no Brasil”.
- Valéria Loureiro, professora associada no Senai – Cimatec – “Criptografia na era Quântica”.
- Rafael Chaves, líder do grupo de pesquisa em Informação Quântica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (IIF-UFRN) – "Panoramas das Pesquisas em Tecnologias Quânticas do IFF-UFRN".
- Juliana Daguano e Ricardo Cotrin, diretora do CTI Renato Archer e pesquisador do INPE e CTI – “Desenvolvimento de Tecnologias Habilitadoras para a Defesa Quântica (DefQ)”.
- “Webinar Brasil e China sobre Sensoriamento Quântico”, Wei Kai, professor da Universidade Beihang; Philippe Wilhelm Courteille, da Universidade de São Paulo (USP); Xu Kebiao, da CIQTEK Co. Ltd; Hans Marin Florez, da Universidade Federal do ABC; Chang Yue, da Academia de Ciências da Informação Quântica de Pequim;. Marvyn William Inga Caqui, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD).
- Cláudio Furtado, secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba.
Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quântica
A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que 2025 seria o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quântica (AIQ) para marcar o centenário do estudo da mecânica quântica e ajudar a conscientizar o público sobre a importância e o impacto da ciência quântica e suas aplicações em todos os aspectos da vida.
A física quântica revolucionou a ciência, no século passado, quando revelou que a luz se comporta ora como onda ora como partícula – dualidade onda-partícula-luz – e o comportamento da matéria em escala atômica e subatômica. Desde então, esses conhecimentos possibilitaram tecnologias como lasers, LEDs e sistemas de GPS.
Com a segunda geração das tecnologias quânticas (2.0) e as promessas de inovação em computação, sensoriamento – detecção das condições geológicas e climáticas da Terra por meio de sensores – e comunicações, as perspectivas de mudanças se ampliam.
Segundo o MCTI, o setor já movimenta, aproximadamente, US$ 1 trilhão globalmente. Abaixo, o ministério aponta exemplos de iniciativas brasileiras em Tecnologias Quânticas:
Laboratório de Tecnologias Quânticas (CBPF/MCTI): Tem como objetivo instalar infraestrutura para a fabricação e caracterização de chips quânticos supercondutores e implementar uma rede de comunicação quântica voltada à distribuição de chaves criptográficas seguras, fortalecendo a capacidade tecnológica e de segurança digital do país.
Centro de Competência MCTI-Embrapii em Tecnologias Quânticas: Fomentado pelo MCTI com recursos da Lei nº 8.248/1991 (Lei de TICS) e liderado pelo SENAI Cimatec, o centro busca acelerar o desenvolvimento das Tecnologias Quânticas no Brasil por meio de PD&I, capacitação de recursos humanos, formação de redes empresariais e criação de um ambiente de inovação aberta, com parcerias nacionais e internacionais e atração de startups.
Rede Rio Quântica (CBPF-MCTI, UFF, UFRJ, PUC-Rio, IME): Propõe estabelecer um núcleo de competência para construir e operar uma rede de comunicação quântica metropolitana no Rio de Janeiro, conectando instituições de pesquisa e integrando o Brasil à Internet Quântica, ampliando a capacidade de inovação em segurança e transferência de dados.
INCT-IQ – Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Informação Quântica: Desenvolve pesquisa básica para tecnologias de computação e comunicação quântica, reunindo 24 grupos e laboratórios em 14 cidades e 21 instituições. Suas áreas abrangem desde Teoria da Informação Quântica até Física do Estado Sólido, consolidando um esforço nacional coordenado para avanço científico.
