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Evento “A Ciência por uma segurança pública sem barbárie” reúne pesquisadores do Rio de Janeiro
O que a Ciência pode fazer para combater a barbárie e responder as ações que provocaram a maior chacina do Brasil? Com o objetivo de elaborar ações possíveis, o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) se uniu à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e ao Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz) para realizar o encontro “A ciência por uma segurança pública sem barbárie”, organizado pela Associação de Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (AdUFRJ).
O evento, que teve apoio de núcleos de pesquisa dos institutos de História e de Filosofia e Ciências Sociais, da UFRJ, e da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), ocorreu no dia 1º de novembro, sábado, às 9h30, no Auditório Pedro Calmon, no campus da UFRJ da Praia Vermelha e contou com transmissão ao vivo pelo canal da AdUFRJ no YouTube.
Coordenado pela professora Lígia Bahia, da ADUFRJ, contou com a presença do reitor da UFRJ, professor Roberto Medronho, além de parlamentares e representantes de diversas instituições de ensino e pesquisa. Entre os participantes, destacou-se o deputado Reimont, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Na ocasião, pesquisadores do Rio de Janeiro se reuniram para debater propostas para transformar a atual política de segurança estadual, que resultou no massacre ocorrido nos complexos do Alemão e da Penha, com mais de 100 mortos.
João Paulo Sinnecker, pesquisador e vice-diretor do CBPF, que participou do encontro, lamenta que a cidade do Rio de Janeiro, espaço de importantes e centenárias unidades de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), além do Porto Maravalley, onde é discutido o futuro tecnológico e a inovação, ainda testemunha episódios de violência que ferem nossa humanidade:
“É profundamente triste constatar que, em um mundo onde a inteligência artificial avança na medicina, nas questões climáticas e nas grandes descobertas científicas, ainda convivemos com tragédias sociais dessa dimensão”.
A presença do CBPF reforçou o compromisso da instituição com o diálogo entre ciência, sociedade e Estado, reafirmando que o conhecimento científico deve contribuir para o desenvolvimento social e para a consolidação de uma segurança pública orientada por evidências, ética e cidadania.
Sinnecker convida, assim, toda a sociedade fluminense à reflexão: “Precisamos refletir com seriedade. Não podemos nos acostumar, nem tratar com normalidade acontecimentos como esse. A ciência, a educação e a cidadania devem caminhar juntas para transformar essa realidade”.
Transmissão completa - Canal da AdUFRJ no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=H3fhCKAF6OY
Nota AdUFRJ: https://www.adufrj.org.br/noticias/6012-ciencia-contra-a-barbarie
