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CBPF recebe grupo de trabalho de cooperação científica e tecnológica entre Brasil e Rússia
No dia 3 de fevereiro, ocorreu no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) a 13ª Reunião do Grupo de Trabalho (GT) Russo-Brasileiro de Cooperação científica, técnica e na área da educação. O encontro teve como objetivo discutir mecanismos intergovernamentais ou institucionais que possam fomentar o intercâmbio de conhecimento, tecnologias e práticas pedagógicas entre os dois países.

- Participantes da Reunião do Grupo de Trabalho Rússia-Brasil - Crédito: NCS/CBPF
Na abertura dos trabalhos, o diretor do CBPF, Marcio P. de Albuquerque, agradeceu a presença dos representantes das duas nações e apresentou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), suas unidades de pesquisa e instituições vinculadas. Ressaltou a diversidade de infraestruturas e o papel de agências de fomentos – como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) –, e de instituições como o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) na conexão entre pesquisa e setor produtivo. “O alcance do MCTI é imenso, com variedade de temas e trabalhos desenvolvidos”, declarou.
Com a participação de representantes de ministérios, universidades, centros de pesquisas e instituições brasileiras e russas, a proposta do GT foi a de consolidar e desenvolver parcerias para pesquisa, inovação e compartilhamento de tecnologia, principalmente, em áreas como nano e biotecnologia, astrofísica, estudos nucleares, sustentabilidade, tecnologias quânticas, ciências e tecnologias espaciais, mudanças climáticas, inteligência artificial e digitalização.
O trabalho envolve estabelecer termos de cooperação benéficos para os dois países, incentivando relações diretas entre as organizações. A partir dos acordos firmados, busca-se facilitar projetos conjuntos, consolidar redes temáticas de pesquisa e infraestrutura para ciência e inovação, além da articulação para formação contínua de professores e pesquisadores.

- Da esquerda para direita: Bóris Sokolóv (Representante do Ministério da Ciência e Educação Superior da Rússia), Allan Edver Mello (Representante do MCTI), Márcio P. de Albuquerque (diretor do CBPF) e Vinícius Scofield (Representante do Ministério da Educação) - Crédito: NCS/CBPF
A importância da participação de autoridades e cientistas
Vinicius Scofield, coordenador de Relações Bilaterais do Ministério da Educação (MEC), destacou o papel das universidades na produção da ciência, e a importância de discutir acordos de cooperação entre Brasil e Rússia: “O avanço na mobilidade acadêmica e parcerias entre os dois países é muito importante. Há instituições russas de excelência, com vencedores de Prêmio Nobel, e universidades brasileiras com histórico brilhante na formação de cientistas e produção de conhecimento, sentados aqui para consolidar ou estabelecer cooperações. Ficamos satisfeitos com esta reunião, com o que está acontecendo aqui, e torcemos para que os acordos, mutuamente benéficos, possam prosperar”.
Allan Edver Mello, coordenador-geral de Cooperação Bilateral do MCTI, ressaltou que a reunião no CBPF também serviu como etapa preparatória para o encontro ministerial realizado em Brasília em 5 de fevereiro: “Aqui, estamos alinhando os pontos de cooperação relacionados à ciência, tecnologia e educação entre várias instituições, cientistas e universidades russas e brasileiras. Esperamos que seja bem frutífero, e que várias cooperações novas, além do aprofundamento das já estabelecidas, sejam possíveis a partir desta reunião”.
Durante o GT realizado no CBPF, foram assinados quatro acordos de cooperação entre instituições e universidades russas e brasileiras.

- Assinatura dos acordos - Crédito: NCS/CBPF
Após a reunião em Brasília, no dia 5 de fevereiro, a ministra do MCTI, Luciana Santos, comunicou que os ministérios concordaram, no encontro ocorrido no Rio de Janeiro, em continuar a cooperação na área de astrofísica e astropartículas: “Na área de tecnologias quânticas, em especial computação, comunicação e sensoriamento, avançaremos em discussões sobre projetos conjuntos. O compartilhamento de infraestruturas de pesquisas já existentes está sendo debatido pelas partes, bem como o intercâmbio de pesquisadores”, afirmou.
A 13ª Reunião do Grupo de Trabalho (GT) Russo-Brasileiro de Cooperação Científica, Técnica e na Área da Educação contou com a presença das seguintes instituições:
Brasil:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)
Ministério da Educação (MEC)
Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF)
Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEM)
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT)
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Rússia:
Ministério da Ciência e Ensino Superior (MSHE)
Centro Internacional para Inovações em Ciência, Tecnologia e Educação
Instituto A. O. Kovalevsky de Biologia dos Mares do Sul
Instituto Central de Investigações Nucleares
Instituto Pryanishnikov de Pesquisa Científica de Agroquímica de Toda a Rússia
Instituto Pushkin Federal de Língua Russa
Instituto Experimental de Medicina
Instituto Shirshov de Oceanografia
Universidade Russa da Amizade dos Povos Patrice Lumumba
Universidade Pedagógica Federal de Glazov V. G. Korolenko
Universidade Federal Derzhavin Tambov
Universidade Federal de Tyumen
Universidade Federal Russa de Ciências Humanas
Universidade Federal de Kazan (região do Volga)
Universidade Federal do Sul
Universidade Nacional de Pesquisa “Instituto de Engenharia de Energia de Moscou”
Universidade Nacional de Pesquisa Nuclear