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CBPF participa de encontro sobre cooperação entre instituições de ensino e pesquisa para qualificação de repositórios digitais
O Núcleo de Informação C&T e Biblioteca do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (NIB/CBPF) participou, no dia 4 de março de 2026, da 41ª Reunião da Rede Sudeste de Repositórios Digitais, realizada no Auditório Eliseu Visconti, da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), no Rio de Janeiro. Durante o encontro, o CBPF fortaleceu sua atuação em redes de cooperação para a qualificação de infraestruturas de informação científica, tema ligado a preservação, visibilidade e acesso público ao conhecimento produzido por instituições de pesquisa.
As reuniões da Rede Sudeste visam integrar comunidade acadêmica, bibliotecários, pesquisadores e gestores de dados envolvidos na criação e administração de repositórios digitais, institucionais e temáticos. Nesse contexto, promovem a cooperação entre instituições, estimulam o compartilhamento de informações e a troca de experiências, além de contribuírem para o alinhamento com políticas de acesso aberto e ciência aberta.
A Rede Sudeste é coordenada pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e integra a Rede Brasileira de Repositórios Digitais (RBRD) — coordenada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).
A mesa de abertura foi composta por Gabriela Ayres, coordenadora-geral da Fundação Biblioteca Nacional, e Claudete Fernandes de Queiroz, que atua na chefia da Seção de Informação, na coordenação técnica do Repositório Institucional Arca e na coordenação da Rede Sudeste de Repositórios Digitais da Fiocruz. Em sua fala, Claudete Queiroz destacou a recente expansão da Rede Sudeste, de 15 instituições em sua criação, em 2017, para 106, em 2026. Essa evolução evidencia a crescente adesão institucional a estratégias de curadoria, preservação e disseminação da produção científica em ambiente digital:
“Para as instituições, é muito importante a implantação de um repositório porque, além de reunir em único local a produção intelectual, ele representa a democratização do conhecimento produzido e disponibilizado para toda sociedade. A Rede Sudeste tem incentivado o depósito da produção científica em seus repositórios institucionais e organizado ações contínuas entre seus membros para a valorizar o profissional de informação por meio de reuniões, eventos e cursos”.
Entre os informes apresentados na reunião, destaca-se o IV Encontro da RBRD, previsto para 10 e 11 de junho de 2026, que será realizado, em Florianópolis, nas dependências da Universidade do Estado de Santa Catariana (UDESC), com submissão de trabalhos aberta até 15 de março. Segundo Claudete Queiroz, o encontro nacional tem se consolidado como espaço de debate sobre acesso aberto e temas como ciência aberta, curadoria, preservação digital e direitos autorais — tópicos de interesse direto para instituições científicas.
Gabriela Ayres destacou que a Fundação Biblioteca Nacional recebeu com entusiasmo a solicitação para sediar a 41ª Reunião da Rede Sudeste: “Acreditamos que o compartilhamento de informações e o trabalho em rede são fundamentais para o cumprimento da missão institucional e fortalecimento da pesquisa em nosso acervo”.
A coordenadora da FBN também destacou que o evento marcou a abertura das comemorações pelo aniversário da Biblioteca Nacional Digital, que celebra 20 anos de dedicação à preservação, ao acesso e à difusão do patrimônio bibliográfico e documental em meio digital.
CBPF e a ciência aberta
Para o Núcleo de Informação C&T e Biblioteca do CBPF, esses encontros ajudam a aprimorar práticas de organização e preservação digital e a qualificar fluxos de disseminação da produção científica em repositórios, ampliando a capacidade institucional de disponibilizar conhecimento para a sociedade.
A trajetória recente do CBPF nessa agenda reforça o compromisso institucional no campo dos repositórios digitais. Em 2025, o instituto sediou o III Encontro da RBRD, dedicado à qualificação dos repositórios e à cooperação entre instituições, ampliando conexões técnicas e institucionais e contribuindo para a consolidação de práticas que sustentam a comunicação científica e o acesso público ao conhecimento.
