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CBPF no Rio Innovation Week 2025
De 12 a 15 de agosto, o Rio Innovation Week (RIW) reuniu, no Píer Mauá, mais de 205 mil visitantes no maior evento mundial de tecnologia e inovação. O Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) esteve presente, mostrando a relação intrínseca entre ciência, tecnologia e inovação.
Deep Techs
No dia 12, o tecnologista Marcelo P. de Albuquerque e coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológia (NIT Rio) participou do Painel de Abertura do Deep Tech Lab: “Infraestrutura de inovação – Governo, ICTs e deep techs no Brasil profundo da ciência”. Marcelo reforçou a necessidade de integração entre pesquisa, tecnologia e desenvolvimento econômico para gerar soluções reais e sustentáveis no Brasil com uma visão estratégica sobre como infraestrutura, governo e instituições científicas, tecnológicas e de inovação podem impulsionar as deep techs – startups de base científica que buscam soluções para problemas complexos – para além dos laboratórios.

- Marcelo P. de Albuquerque e participantes do painel "Infraestrutura de Inovação - Governo, ICTs e Deep Techs no Brasil Profundo da Ciência" - Crédito: NIT Rio
Ao lado de Marcelo Albuquerque, estiveram Caroline Alves da Costa, presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Maurício Guedes, subsecretário de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio de Janeiro, e Mônica Vianna, presidente do Instituto Rise/Deep Tech Lab.
O palco do Deep Tech Lab teve como objetivo explorar o papel fundamental das universidades e deep techs no avanço da ciência e da tecnologia no Brasil e debater sobre as tecnologias profundas e disruptivas com potencial para transformar indústrias.
Futuro Quântico
João Paulo Sinnecker, pesquisador e vice-diretor do CBPF, compareceu à RIW no dia 14. Ao lado de Alexandre Pfeifer, da IBM, e de Renato Portugal, do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), Sinnecker falou sobre o futuro quântico, tema da mesa promovida no estande da Prefeitura de Niterói, destacando o papel do CBPF na corrida global pela inovação quântica.
Compartilhando o trabalho feito no Laboratório de Tecnologias Quânticas (QuantumTec), ele mostrou aplicações práticas para dispositivos quânticos, como os chips baseados em junções Josephson, produzidos no instituto.
O QuantumTec se destina ainda à fabricação de dispositivos supercondutores, mais especificamente, chips quânticos, SQUIDs (dispositivos de interferência quântica supercondutor, em tradução livre), amplificadores paramétricos, detectores de fótons, entre outros, além de se dedicar à comunicação quântica. Ele tem recursos também do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Informação Quântica (INCT-IQ) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
Protagonismo nacional
No dia 15, foi a vez do pesquisador Ivan S. Oliveira participar da DEV Conference by TDC, na mesa “Tecnologias quânticas no Brasil: pesquisa, desenvolvimento e protagonismo”. Com Tito José Bonagamba, da Universidade de São Paulo (USP), Mathias Steiner, da IBM, e Luiz Gustavo Esmenard Arruda, da QuaTI, ele falou sobre o trabalho na área desenvolvido no CBPF, além de responder a perguntas do público.
Ivan Oliveira ainda ressaltou a importância de promover conexões entre conhecimento científico, setor produtivo e políticas públicas para incentivar projetos, jovens pesquisadores e boas ideias. Ele também destacou que um aspecto importante do QuantumTec do CBPF é a formação de físicos, engenheiros e tecnólogos nas tecnologias quânticas.

- Ivan Oliveira e participantes da mesa “Tecnologias quânticas no Brasil: pesquisa, desenvolvimento e protagonismo” - Crédito: NCS/CBPF
A participação do CBPF no Rio Innovation Week 2025 compartilhou com o público da RIW o empenho do instituto em promover a inovação com base científica no Brasil, assim como aproximar a ciência da sociedade, compartilhar conhecimento e valorizar a pesquisa nacional como base para um futuro mais inovador e sustentável.
