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“Ter acesso à infraestrutura muda tudo”, diz doutoranda da UFS sobre período no CBPF
Quando decidiu realizar parte do doutorado fora da Universidade Federal de Sergipe (UFS), a doutoranda Barbeny de Jesus Santos buscava acesso a técnicas e equipamentos essenciais para o avanço de sua pesquisa em magnetismo. No Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), encontrou não apenas infraestrutura experimental, mas também um ambiente científico que ampliou sua formação como pesquisadora.

- Doutoranda retorna a sua universidade de origem no fim do mês. Crédito: NCS/CBPF
Barbeny chegou ao Rio de Janeiro em agosto de 2024 para desenvolver estudos sobre um composto intermetálico com propriedades magnéticas, investigando seu comportamento em baixas temperaturas. A pesquisa busca compreender como as interações microscópicas entre os átomos influenciam o magnetismo do material.
Seu trabalho envolve a síntese e caracterização de diferentes materiais magnéticos, utilizando técnicas como reação em estado sólido, método sol-gel e crescimento de cristais, incluindo floating zone e fluxo metálico.
Esses materiais estão na base de diversas aplicações, como memórias magnéticas, sensores, discos rígidos e dispositivos de spintrônica — área que investiga o uso do spin dos elétrons no desenvolvimento de novas tecnologias. O estudo, nesse contexto, contribui tanto para o avanço da física fundamental como para essas aplicações emergentes:
“No CBPF, tenho acesso a equipamentos de caracterização e técnicas de obtenção de material que não estavam disponíveis na minha universidade. Aqui, assim que produzo o material, já consigo realizar as medidas e analisar os resultados. Isso acelera muito o desenvolvimento da pesquisa”, afirma.
Mais do que resultados experimentais, o período no Centro representou uma etapa decisiva em seu amadurecimento acadêmico e pessoal. Segundo Barbeny, a experiência ampliou sua visão sobre o fazer científico:
“Além dos resultados, levo uma experiência muito rica, tanto científica como pessoal – os aprendizados, as colaborações e uma nova forma de enxergar a pesquisa. Também levo as pessoas que conheci aqui, desde aqueles que mantêm o dia a dia do centro de pesquisa funcionando até os pesquisadores, em especial, o grupo do professor Eduardo Bittar, que tornaram essa experiência ainda mais especial”.
Entre pesquisas e descobertas, Barbeny retorna a Sergipe levando não apenas novos resultados, mas uma formação fortalecida — consolidando sua passagem pelo CBPF como um marco em sua trajetória acadêmica.