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Notícias

Chico Mendes vive: no Campus, instituições e povos prometem gerar impactos na COP30

Abertura oficial do “Espaço Chico Mendes” reuniu representantes de governos, como as ministras Marina Silva e Luciana Santos e o diretor do Museu Goeldi, Gabas Júnior. Filha do patrono do Meio Ambiente, Ângela Mendes, destacou legado do seringueiro
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Publicado em 10/11/2025 13h32 Atualizado em 10/11/2025 14h11
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Solenidade de abertura do "Espaço Chico Mendes e Fundação BB (Foto: Janine Valente)
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Solenidade de abertura do "Espaço Chico Mendes e Fundação BB (Foto: Janine Valente)
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Solenidade de abertura do "Espaço Chico Mendes e Fundação BB (Foto: Janine Valente)
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Solenidade de abertura do "Espaço Chico Mendes e Fundação BB (Foto: Janine Valente)
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Solenidade de abertura do "Espaço Chico Mendes e Fundação BB (Foto: Janine Valente)
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Solenidade de abertura do "Espaço Chico Mendes e Fundação BB (Foto: Janine Valente)
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Solenidade de abertura do "Espaço Chico Mendes e Fundação BB (Foto: Janine Valente)
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Solenidade de abertura do "Espaço Chico Mendes e Fundação BB (Foto: Janine Valente)
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Solenidade de abertura do "Espaço Chico Mendes e Fundação BB (Foto: Janine Valente)
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Solenidade de abertura do "Espaço Chico Mendes e Fundação BB (Foto: Janine Valente)
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Solenidade de abertura do "Espaço Chico Mendes e Fundação BB (Foto: Janine Valente)
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Solenidade de abertura do "Espaço Chico Mendes e Fundação BB (Foto: Janine Valente)
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Solenidade de abertura do "Espaço Chico Mendes e Fundação BB (Foto: Janine Valente)
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Abertura oficial da Estação Chico Mendes (Foto: Daniel Magno)
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Abertura oficial da Estação Chico Mendes (Foto: Daniel Magno)
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Abertura oficial da Estação Chico Mendes (Foto: Daniel Magno)
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Abertura Espaço Chico Mendes (Foto: Janine Valente/MPEG)
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Abertura Espaço Chico Mendes (Foto: Janine Valente/MPEG)
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Abertura Espaço Chico Mendes (Foto: Sâmia Batista/MPEG)
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Abertura Espaço Chico Mendes (Foto: Sâmia Batista/MPEG)
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Abertura Espaço Chico Mendes (Foto: Janine Valente/MPEG)

Museu Goeldi I COP30 com Ciência – “Chico Mendes vive”. Essa frase ecoou em várias vozes, na noite do domingo (9/11), durante a abertura oficial do “Espaço Chico Mendes e Fundação BB na COP 30”, montado no Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), em Belém. O evento contou com a presença de representantes de dezenas de instituições governamentais e de movimentos sociais, que endossaram a força do legado do seringueiro, patrono do meio ambiente, que morreu defendendo a causa. Para os que conviveram com Chico Mendes ou são beneficiários de sua luta, ele foi semente dos avanços dos povos da floresta no Brasil. Pessoas contemporâneas de Chico – como Marina Silva – e que herdaram sua luta prometeram dar o recado dele, durante a Conferência das Partes (COP30), em Belém (PA).  

A solenidade contou com falas de representantes de instituições e movimentos envolvidos com a iniciativa, entre as quais as das ministras Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima) e Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação); do diretor do Museu Goeldi, Nilson Gabas Júnior; e da presidente do Comitê Chico Mendes, Ângela Mendes. O evento contou com as presenças de representações de lideranças de movimentos de mulheres indígenas e negras, de quilombolas, de comunicadores populares, de juventudes, entre outros. 

A saudação de Ângela Mendes – filha de Chico Mendes e presidenta do comitê que leva o nome de seu pai, organizador do evento – apontou para o legado do pai: “É com coração cheio de emoção que abrimos oficialmente o ‘Espaço Chico Mendes e Fundação Banco do Brasil na COP 30’. Esse espaço nasce do encontro entre memória e futuro. Nasce da força do legado do meu pai, do compromisso das instituições e das comunidades que seguem transformando sua luta em ação concreta. Meu pai nos ensinou que defender a floresta é defender a vida. Ele acreditava que era possível construir um modelo de desenvolvimento que respeitasse as pessoas e a natureza e provou isso com a criação das reservas extrativistas, o modelo de território coletivo. Nesse espaço celebramos essa herança viva”.

Para a filha de Chico, a solução para a crise climática não virá apenas das negociações internacionais, na zona azul da COP30. “Ela acontece nos territórios e nas periferias, onde as pessoas já vivem há muito tempo as práticas da sustentabilidade real. É ali que nascem as experiências que regeneram o solo, as árvores, os vínculos comunitários. A gente sabe que não é fácil e que não é barato fazer isso. É por isso que a gente entende que o Fundo Florestas Tropicais Sempre precisa ser mais audacioso. A crise climática, as mudanças climáticas já afetam a todos, a gente sente na pele”, afirmou.

Ângela Mendes chamou a atenção para um olhar às pessoas da floresta: “Quando olhamos para esses lugares com respeito, vemos que o futuro já está sendo construído por mãos que plantam, coletam, resistem e cuidam. Que esse espaço seja, portanto, um território de diálogo e de reconhecimento. Um lugar para reafirmar que a Amazônia é muito mais que floresta. É um lugar onde a memória dos impactos do movimento liderado por meu pai e seus companheiros para proteger territórios continua protegendo gente, cultura, sabedoria e futuro. O impacto da COP30 somos nós e está começando oficialmente, agora”, afirmou.

Marina Silva: mix de celebração e tristeza
Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima saudou a todos, citando alguns nomes que estavam fazendo aquele momento acontecer e destacando o papel de cada um. Ao diretor do Museu Goeldi, ela agradeceu “pela ciência que faz e pela consciência que tem” e por acolher a todos naquele espaço. “Nós estamos aqui num mix de celebração e, ao mesmo tempo, de uma certa tristeza, porque tivemos mais duas mulheres assassinadas, depois de tantos assassinatos que acontecem neste nosso país, em cima das vidas e das causas daqueles que defendem seus territórios e o meio ambiente. E o Chico Mendes foi um desses”, lamentou. 

Ela rememorou vários momentos de luta, ao lado de Chico Mendes, na região e disse que seu companheiro, talvez, nunca tivesse imaginado que um evento tão grande inspirado em seu legado pudesse acontecer. “Chico Mendes, talvez nunca imaginasse que um dia nós teríamos uma tenda tão bonita e desse tamanho, com esse painel com a foto dele e com o apoio de tantas instituições governamentais, porque, naquele tempo, os governos não apoiavam a luta do Chico Mendes. Com certeza, o Chico Mendes não teve, infelizmente o prazer de ver Lula presidente da República, que era um dos sonhos dele”, disse 

Ela destacou que o seringueiro foi um homem de alianças, que ouvia os companheiros para tomar suas decisões, que ouvia pesquisadores e cientistas, que conversava com pessoas do Brasil e de fora do país. “Eu tive o privilégio de conviver com Chico dos 17 aos 27 anos, quando, infelizmente, ele foi covardemente, violentamente assassinado. E eu pude ver que ele conversava com muita gente, e depois tomava sua decisão. Ele pegava o telefone, perguntava algo e ficava dizendo: ‘hum, hum, hum’. E, com tanto ‘hum’, depois ele tomava uma sábia decisão. Era uma pessoa de alianças. Era uma pessoa que sabia escutar. A verdade não está com um de nós. A verdade está entre nós”, disse, destacando, ainda, a trajetória política de Chico Mendes, que ajudou a fundar o PT e a CUT e a defender os povos da floresta. 

“Infelizmente, um héroi”
Segundo a ministra, “infelizmente, Chico foi um herói”. Ela explicou que os heróis só existem porque ainda existem causas e problemas que são tão difíceis de resolver que alguém tem que sacrificar a vida, a família e outras coisas por eles: “Os heróis são aqueles que fazem coisas que todo mundo não faz, porque no dia que fizerem, o povo não vai precisar mais de herói. E o Chico foi um herói que dizia: ‘Eu não quero ser um herói morto. Eu quero ser um companheiro, um lutador vivo’, mas a causa de Chico acabou o levando a esse lugar, infelizmente”.

A ministra do Meio Ambiente também traçou um panorama destacando a luta deste governo, em gestões passadas e na presente, para reduzir o desmatamento. “O presidente Lula volta, prioriza as políticas públicas e o desmatamento cai 50% na Amazônia, 32% no Brasil. Reduzimos os incêndios em mais de 50% no Brasil, 48% no Cerrado, 80% na Amazônia, 90% no Pantanal. Fizemos um trabalho com 13 ministérios trabalhando juntos. Conseguimos fazer operações do Ibama e da Polícia Federal. Só da PF, foram 25 grandes operações, com base em inteligência. Eu queria que o Chico estivesse vivo para ver que, no governo democrático popular, a Polícia Federal, o Ibama, o ICMbio não estão a serviço da devastação, estão a serviço do desenvolvimento sustentável. Ele sempre dizia que a polícia não estava do nosso lado, que o Estado não estava do nosso lado”, relembrou, afirmando que, naquela época, a imprensa também não estava comprometida com a causa do meio ambiente.

Luciana: vozes da vanguarda na Amazônia
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, saudou a colega de trabalho, Marina Silva, destacando que ela tem conduzido, mais uma vez, de maneira exemplar, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima do nosso país. Segundo ela, Marina,  assim como muitas vozes do tempo dela, como Chico Mendes, quando falava de ecologia, meio ambiente e mudança climática, não era uma voz popular, como hoje as nações e o mundo percebem. “E por isso mesmo eles são vanguarda desse processo de consciência”.

A ministra destacou a decisão política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de realizar a COP na Amazônia, no meio de tantas polêmicas e opiniões contrárias que diziam que Belém não teria a infraestrutura necessária para o evento. “Lula teve firmeza de propósito, porque tomou uma decisão ousada e corajosa e trouxe a COP30 para o coração da Amazônia. Nós estamos demonstrando que damos conta do acolhimento, da infraestrutura, mas, principalmente, do que nos move, que é garantir as vozes dos povos da floresta, das comunidades, daqueles que são os verdadeiros defensores de um mundo sustentável, do meio ambiente”.

Ela celebrou o evento e elogiou a decisão dos organizadores de homenagear Chico Mendes e ainda ao Museu Goeldi, unidade de pesquisa vinculada ao MCTI, por acolher um evento estruturante que une ciência, cultura, diversidade e natureza em um só espaço, e que privilegia os conhecimentos tradicionais. “Então, Gabas (diretor do Museu), parabéns por você ter acolhido esse evento aqui no Museu Emílio Goeldi, que tem quase 160 anos de pesquisa e desenvolvimento da ciência. Isso revela, portanto, que neste espaço, os povos da floresta vão ter o acesso a uma ciência de excelência e vão poder interagir numa relação dialética”, destacou. 

Luciana Santos também destacou o papel das unidades de pesquisa do país no monitoramento dos crimes ambientais e na busca de soluções com o auxílio da tecnologia para proteger as florestas e enfrentar os efeitos da crise climática, combinando dados das ferramentas e instrumentos que avançados, como uso de satélites, de modelagem climática, nos biomas, bem como a buscando a efetivação de uma bioeconomia, algo que possa exatamente fazer essa sintonia entre desenvolvimento e sustentabilidade.

“Essa abordagem sistêmica antecipa riscos, evita danos, promove a transição justa, baseada na ciência de excelência e nas políticas públicas eficazes. A gente precisa virar a página do negacionismo no nosso país, fazendo exatamente esse exercício que aqui tá sendo feito, com laboratórios, centros de pesquisa, saberes tradicionais, ciência dos povos indígenas, das comunidades quilombolas e das ribeirinhas, que enriquecem e orientam práticas de gestão territorial, recuperam áreas degradadas e conservam a nossa biodiversidade. O Ministério de Ciência e Tecnologia vai andar lado a lado com a comunidade, com o povo quilombola, com o povo indígena, com toda a sociedade e com o nosso ministério-irmão do Meio Ambiente para poder garantir o futuro sustentável para o nosso país”, ressaltou Luciana Santos, destacando que, nesse contexto, o Museu Goeldi é um exemplo vivo da integração entre ciência e conhecimentos tradicionais.

Nilson Gabas Júnior: união de ciências 
O diretor do Museu Goeldi, Nilson Gabas Júnior, fez os agradecimentos às ministras Luciana Santos e Marina Silva e à presidente do Comitê Chico Mendes, Ângela Mendes, bem como à equipe do MPEG que trabalhou no evento. Ele destacou a interlocução da unidade de pesquisa com os povos tradicionais e originários da Amazônia: “Desde o nascimento do Museu do Goeldi, sabemos da importância e da possibilidade de união entre a ciência, como nós a conhecemos, do ponto de vista ocidental, e a ciência dos povos tradicionais, a ciência que vem lá da ponta. Nossos pesquisadores quando vão para campo, eles não conhecem o que está no campo. Então, não há como você saber sem a parceria entre o conhecimento tradicional, o conhecimento local, e o conhecimento científico. Então, o Museu Goeldi está, hoje, abrindo suas portas, para promover e reiterar essa interação entre os diferentes tipos de ciência, que são todos ‘ciência’”.

Gabas também destacou a presença feminina na luta pela Amazônia: “Eu devo reiterar que a Amazônia é feminina. Enquanto gestor, assinando diversos acordos de cooperação e parcerias de iniciativas de comunidades tradicionais, extrativistas, indígenas, quilombolas, eu tenho visto essa representatividade feminina. As organizações que compõem a Amazônia são femininas, com todo respeito aos homens, que as ajudam. Isso é para que a gente entenda que não apenas a nossa relação com o meio ambiente precisa mudar, mas o nosso respeito às mulheres. A capacidade feminina de gerar coisas, de proteger o meio ambiente, de se relacionar com pessoas, precisa ser considerada”.

O diretor do Museu Goeldi também destacou a influência dos povos originários na proteção da Amazônia e a interlocução da instituição de pesquisa mais antiga da região com eles: “Somos o exemplo do intercâmbio, da compreensão, do entendimento da diversidade, da luta que é uma luta comum, conjunta e generosa, acima de tudo. Então, vamos aproveitar o momento desta COP, desta instância, para implementar, de fato, o que estamos trabalhando. É a hora de se dar o grito. Não vamos recuar, não vamos aceitar o não, não vamos aceitar o talvez. Nós estamos aqui e vamos lutar até o fim por isso”. 

Outras participações
A solenidade contou com a presença de outros nomes, como: Elenira Mendes, filha de Chico Mendes; Julio Barbosa de Aquino, presidente do Conselho Nacional das Populações Extrativistas; Ronaldo Amanayé, coordenador da Federação dos Povos Indígenas do Estado do Pará (Fepipa); Kleytton Morais, presidente da Fundação Banco do Brasil; Marie-Esmeralda, princesa da Bélgica; Claudete Costa, presidenta da Unicopas; Vera Paoloni, presidenta da CUT Pará; Jorge Viana, presidente da APEXBrasil; Edmilton Cerqueira, secretário de Territórios e Sistemas Produtivos Quilombolas e Tradicionais do Ministério de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; Edel Moraes, secretária de Povos e Comunidades Tradicionais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O cerimonial foi realizado por Karla Martins, mulher acreana, contadora de histórias, produtora, atriz, cofundadora da Mídia Ninja.

A articulação do evento ainda teve a participação de dezenas de representantes de movimentos que estiveram presentes, entre os quais Fepipa, Fundo Brasil, Fundo Casa, Fundo Podáali, Fundo Quilombola Mizizi Dudu, Fundo Puxirum, Amazônia de Pé, MTST, MAB, MPA, Comissão de Familiares de Camponeses Mortos e Atingidos pela Violência no Campo, MIQCB, Fiocruz, Associação de Colonos Atingidos pela Repressão Privada e Estatal no conflito da Gleba Cidapar, Comissão Camponesa da Verdade, Observatório do Clima, Instituto Zé Cláudio e Maria, Anmiga, Kanindé, Cese, Conaq, Anistia Internacional, Conservação Internacional, Vozes Negras pelo Clima, Ancat, Mesc, MNCR, Pimp My Carroça, Terres des Hommes, Instituto Perifa Sustentável, Copabase, Casa Apis, Aliança dos Povos pelo Clima, Instituto Regional de Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), Rede para a Restauração da Caatinga (ReCaa), COP das Baixadas, Barca literária, entre outros.

O Espaço Chico Mendes
O “Espaço Chico Mendes e Fundação BB na COP 30” foi preparado para se tornar a “Casa de Chico Mendes” e das populações tradicionais do Brasil na COP30. O local oferece uma programação com dezenas de eventos, entre os dias 8 a 21 de novembro, das 9h às 18h, no Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), em Belém (PA). O objetivo é honrar o legado de Chico Mendes e fortalecer os debates e as ações das populações extrativistas de todos os biomas brasileiros. 

Com entrada gratuita, o local terá exposições temáticas, incluindo as exposições “Chico Mendes Herói do Brasil” e “Memoráveis Margaridas”; um amplo diálogo sobre a agenda socioambiental das populações extrativistas na Cúpula do Clima; apresentações culturais; um Armazém da Sociobiodiversidade e um Balcão de Negócios, além do lançamento do Plano Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT); do Encontro Nacional das Mulheres Extrativistas; do Encontro das Mulheres Indígenas da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA); do Encontro de Juventudes da Floresta; entre outras ações.

Na lista de assuntos que serão abordados estão: Financiamento para povos e comunidades tradicionais; Juventudes das Águas e das Florestas e a COP 30, Movimento de Atingidos por Barragens, Familiares de Mortos e Desaparecidos do Campo – Vozes dos que Ficaram; Raízes Resistentes: Mulheres Afrodescendentes pela Justiça Climática e Biodiversidade; entre outros.


SERVIÇO:

  • NO CAMPUS – Espaço Chico Mendes – Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi – Av. Perimetral, 1901 - Terra Firme, Belém (PA)

  • Período: de 8 a 21 de novembro, das 9h às 18h.


Texto: Andréa Batista e Carla Serqueira




Meio Ambiente e Clima
Tags: ParáCOP30
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